domingo, 17 de abril de 2011

Os melhores amigos

Era uma vez dez amigos que já andavam no último ano de faculdade.


Como já estavam no último ano de faculdade, normalmente quando se está no último ano já não se costuma brincar com os amigos com as brincadeiras dos meninos.


Mas eles, nada importados com isso, continuavam a brincar como os meninos, mesmo que os gozassem.


Um dia de manhã, mandaram reunir nove amigos e o João não ia.


Quando chegaram lá, conversaram sobre a saída do João, por ele estar sempre com a mania que mandava naquilo tudo, e os outros concordaram. Na tarde seguinte chamaram lá o João para lhe dizerem que ia embora daquele grupo.


Ao chegar lá o João olhou para a cara dos amigos e viu as caras muito sérias, perguntou o que é que se tinha passado para estarem assim com aquelas caras.


Um dos amigos disse:


- Estás expulso do grupo.


O João perguntou:


- Porque é que me estão a fazer isto?


O amigo respondeu:


- Porque tu tens a mania de mandares nisto tudo e não mandas.


O João responde:


- É isso que vocês querem? É isso que vão ter.


E o João foi embora, triste, para casa.


Passaram anos sem o João. Estavam felizes mas não era a mesma coisa sem ele.


Passados esses anos pensaram em voltar a ter o João no grupo.


Estavam fartos de ligar, mas ele não lhes ligava nada.


Até que um foi a casa do João pedir-lhe que voltasse para o grupo porque os colegas tinham muita amizade com ele. O João disse que ia pensar e se aparecesse no sítio do costume significava que os tinha perdoado.


Então, no dia seguinte, ele apareceu no sítio do costume para fazer de novo uma nova amizade.



DIOGO

Afectos especiais

A amizade é assim


Brincadeiras e felicidade


De dia para dia


Parece não ter fim



Um afecto especial,


Ternura é o seu nome


Passa por todo o mundo


Tanto que parece real.



Todos nós brincamos


Também com a solidariedade


Todos ficam felizes


Mas eu sei que é verdade.



Os amigos verdadeiros


Fazem-nos sempre felizes


Brincamos às princesas


E os rapazes aos cavaleiros



Mafalda

Ser responsável

Eu estava a brincar quando a minha prima chegou.


Ela veio para dormir em minha casa porque no dia seguinte era a minha festa de anos. Ela já tinha jantado mas eu não.


A minha mãe chamou-me para vir jantar e a minha prima foi atrás mim.


Quando eu acabei de jantar eu e a minha prima fomos brincar.


Depois disso eu e ela fomos deitar.


No dia seguinte a minha mãe foi–nos acordar e perguntou-me:


- Queres leite com cereais ou leite com chocolate e pão?


E eu respondi-lhe:


- Leite com cereais.


- E tu, Malu?


-A mesma coisa.


Então a minha mãe foi buscar leite e cereais para nos dar.


A minha mãe disse-me:


- Olha, eu vou sair por isso tu és a responsável.


E eu respondi:


- Está bem, mãe, podes ir.


- Olha, tu, Malu, porta-te bem se não a Rosa ralha.


A minha prima disse com a cabeça e com a boca que sim e que estava bem.


Então a minha mãe foi-se embora e a minha prima começou a rir-se muito alto e eu disse-lhe:


- Ri mais baixo, se não deitas o prédio abaixo.


- Olha, Elsa, vamos brincar.


- A quê?


- Não sei. Espera… já sei…


- O que é?


- Aos ladrões.


- Está bem.


Brincamos muito até que a minha mãe e o meu pai chegaram e nós escondemo-nos.


Quando chegou a noite, era a minha festa e vieram muitas pessoas da minha família, menos os meus irmãos e sobrinhos.



ELSA

Melhores amigos

Três amigos de nove anos tinham um sonho: daí a dez anos queriam formar uma banda.


À noite, um dos três amigos, chamado Gonçalo, tinha que aturar a sua irmã mais nova de dois anos porque naquele dia os pais trabalhavam até às oito horas e trinta.


O Carlos, outro membro da futura banda de “rock”, estava no quarto deitado na cama a pensar na sua futura vida. E o Vasco a ver concertos de “rock” no seu quarto, à espera que os pais o chamassem para jantar, pois eles só jantavam às nove horas.


No dia seguinte, numa bela manhã de Verão, quando iam para a escola, estavam o Vasco e o Gonçalo a sair de casa com cara de sono e o Vasco disse:


- Jantar às nove horas é mesmo mau!


- Eu sei o que isso é!


Quando chegaram à escola foram para a sala. Chegou a hora do lanche. No intervalo perguntaram ao professor se podiam ir para o salão tocar.


Quando acabou a escola às cinco horas eles foram para casa.


Passados dez anos foi uma grande festa. Deram um concerto e no final da música o Carlos disse:


- Isto é que é espírito de equipa!



Miguel

O amigo novo

Era uma vez um menino que deixava as coisas espalhadas no quarto, na cozinha, na sala de casa, na sala de aula e muitos sítios. Ninguém sabia que era ele que deixava as coisas espalhadas.


Ele chamava-se Jonas.


O Jonas andava muito mal disposto. Por isso, nem ajudava as pessoas. Por exemplo, as pessoas deixavam cair uma moeda e pediam-lhe para apanhar a moeda e ele dizia:


- Apanhe-a você, você é que quer a moeda, eu não quero a moeda para nada.


E ele quando um senhor(a) deficiente falava para ele, ele dizia:


- Vá falar para outro lado ou para outra pessoa, não me incomode.


Ele era assim todos os dias, todas as horas, todos os minutos e todos os segundos.


Houve um dia em que foi apanhado pela mãe e ela disse-lhe:


- Filho, não se tratam assim as pessoas. Elas não merecem, principalmente os deficientes.


- Mãe mas, eu não consigo mudar, como é que eu mudo de atitude quando estou chateado?


- Não fales assim com as pessoas, mas fala normalmente e faz amizade com as pessoas.


Ele pensou no que a mãe lhe disse e decidiu fazer aquilo.


Agora, na rua era assim:


- Olá, bom dia, eu já vou apanhar a moeda. Olá, está tudo bem? – dizia para os idosos e deficientes.


E foi assim que a amizade se formou entre ele e os outros. Mas eu não me esqueci de que ele era desarrumado e com esta aprendizagem agora já não é desarrumado.


E acabou tudo bem.



José Miguel

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Três crianças gulosas


Fotografia de Robert Doisneau



Três crianças espreitavam pela janela de uma casa a ver o que se passava. Pode passar-se muita coisa dentro de uma casa, um choro de um bebé, crianças a brincar…



Estes meninos não estavam a espreitar por interesse, mas sim por gulodice. O que lhes interessava eram os doces porque naquela família só se comia chocolate uma vez por mês, e às vezes nem isso.


Então, quando saíam da escola, iam espreitar pelas janelas a ver se em alguma gaveta, em algum buraco, havia guloseimas.


LUÍSA

A amizade entre duas amigas

Era uma vez uma menina chamada Leonor e a sua melhor amiga chamava-se Rita.

A Leonor fazia anos naquele dia e a Rita combinou com os pais dela não lhe cantar nem dar os parabéns porque, à noite, a Rita ia dormir a casa da Leonor. Em casa dela a Rita iria dar à Leonor uma coisa que ela sempre quis, que era uma Nintendo.

Na escola a Rita chegou-se à beira da Leonor e disse-lhe:

- Olá Leonor!

-Olá Rita! Não tens nada para me dizer?

- Não. Porquê? Hoje é um dia especial para ti?

- É. Hoje é o dia do meu aniversário e tu não te lembraste. Agora vejo que nunca devia ter sido tua amiga. Depois de tantos anos de amizade tu não te lembras do meu aniversário. E para terminar a conversa só te quero dizer que a nossa amizade acaba aqui.

- Mas Leonor eu não me ...

- Nunca mais me dirijas a palavra. Ouviste?

A Rita não parou de chorar o dia todo, pois a amizade entre ela e a sua melhor amiga tinha chegado ao fim.

No fim das aulas a Rita foi embora com a Leonor para lhe fazer a tal surpresa. Quando chegaram a casa da Leonor a Rita deu-lhe os parabéns e deu-lhe a Nitendo e disse-lhe:

- Eu não me tinha esquecido do teu aniversário. Eu e os teus pais é que tínhamos combinado eu vir cá a tua casa. Eu era incapaz de me esquecer do aniversário da minha melhor amiga!

A Leonor disse-lhe:

- Eu não quero a Nintendo. A única coisa que me importa agora és tu e a nossa amizade.

- Fica com a Nintendo.

- Obrigada por me teres dado a Nintendo. Dás mais uma oportunidade à nossa amizade? - perguntou a Leonor.

- Claro que sim! Já sabias que sim!

MARIANA

A amizade com a Mellanie

Era uma vez uma escola chamada EB1 João de Deus e era aí que eu aprendia coisas.


Agora estou no 4.º ano, na turma D e vou contar os meus primeiros dias na escola.


Lá estava eu, ao meio-dia, a ir para a cantina. Comi a sopa e a comida e saí da cantina.


Quando tocou a campainha, eu comecei a chorar no átrio, mas depois parei de chorar e comecei a correr de um lado para o outro, até que uma menina chamada Camila me perguntou:


- Como é que te chamas?


Mas eu não ouvi e continuei a correr.


Quando chegaram os meninos e as meninas que, de manhã, andam no A.T.L. do Foco, eu perguntei a uma dessas meninas:


- Como é que te chamas?


E a menina respondeu-me assim:


- Eu chamo-me Mellanie. E tu? Estou curiosa.


E eu não respondi porque ela falava brasileiro e fiquei atrapalhado. Por isso não falei mais com ela nessa altura.


Passado duas semanas, ela começou-me a ajudar em todos os trabalhos da escola porque nós éramos pares de mesa na sala de aula. Eu comecei a ser mais amigo dela. Ela era uma das minhas melhores amigas.


Até que chegou um dia em que a Mellanie foi para o Brasil com a mãe dela e eu não me habituei muito rápido.


Senti muito a falta dela e até agora sinto.


Nesse tempo eu tinha sempre com quem brincar e agora quase a turma não quer brincar comigo.


Espero que ela seja mais feliz no país dela.


DÁRIO

Amizade

Era uma vez um menino que se chamava Duarte e tinha nove anos. Ele não tinha amigos, e ninguém gostava dele.


Tentou tudo para ter amigos, aprendeu karaté, aprendeu a andar de skate, a tocar bateria… Mas mesmo assim ninguém gostava dele.


Ele estava muito triste, quase a sair da escola.


Um dia um menino novo veio para a escola do Duarte.


Esse menino chamava-se Toni e todos gostavam dele, tinha muitos amigos e sabia fazer tudo.


Quando o Toni viu o Duarte, triste, sem amigos, porque ninguém gostava dele, perguntou-lhe:


- Não vais brincar com os teus amigos, às caçadinhas?


E o Duarte respondeu, muito triste:


- Quais amigos? Não tenho amigos!


O Toni ficou em estado de choque.


Não tem amigos? – pensou ele.


O Toni era muito simpático e amigo. Por isso convidou o Duarte para ir comer um gelado.


O Duarte nem pensou duas vezes e aceitou logo convite do Toni.


Lá foram eles comer um gelado a um café que o Toni conhecia.


Quando eles já estavam a comer o gelado o Toni perguntou:


- Queres ser meu amigo?


O Duarte respondeu-lhe, rapidamente:


- Sim, claro que sim.


Quando acabaram de comer, foram outra vez para a escola.


Quando chegaram lá, os meninos que não eram amigos do Duarte perguntaram:


- És amigo do Duarte?


E o Toni respondeu:


- Sim, sou, porquê? Tens problemas?


O outro rapaz respondeu que não.


Passado um dia, os meninos que não eram amigos do Duarte arrependeram-se e perceberam que o que lhe tinham feito não se fazia.


Todos ficaram amigos do Duarte.


PEDRO

A amizade

Uma coisa que eu aprendi com a minha tia é que a amizade não se vende.


Eu andava a passear e lembrei-me que me faltava amizade. Não sei onde é que se vende isso.


Fui ao supermercado. Mas o supermercado tem as prateleiras todas desarrumadas… E sempre é mais fácil perguntar ao vendedor.


- Ó senhor Silva, não tem aí a amizade?


- Desculpa?


- Tem aí a amizade?


- Queres as pulseiras da amizade?


- Não quero as pulseiras. Quero a própria amizade.


- Mas isso não se vende rapaz!


Enquanto que eu andava a pensar nesse assunto, fui contra uma miúda.


- Como é que te chamas? – perguntei eu.


- Catarina. Queres ser meu amigo?


- Pode ser, Agora vou para casa, depois falo contigo.


Cheguei a casa e disse:


- Olha tia, no supermercado não havia amizade.


- Mas isso não se vende!


- Mas fiz uma amiga!


- Isso é a amizade!


Agora sei o que é a amizade.



RAQUEL

Os estudantes


Fotografia de Robert Doisneau






Num dia de Sol, dois estudantes, saíram da escola, e foram passear por Londres, a capital de Inglaterra. Depois de andarem um bom bocado, pararam para contemplar por uma janela, a casa de um fotógrafo muito conhecido e rico.


Então, ficaram impressionados com a pobreza que reinava naquela casa. A sala, em vez de ter um sofá majestoso, tinha um mini sofá muito desconfortável na aparência.


Os estudantes eram muito curiosos, portanto, decidiram, voltar lá no dia seguinte para descobrirem porque é que um senhor rico não tinha uma casa luxuosa.


De manhã, os estudantes acordaram bem cedo para que antes das aulas ainda pudessem ir ver a casa do fotógrafo. Dez minutos depois, dirigiram-se para a casa onde, na véspera, tinham estado.


Quando chegaram àquela casa resolveram bater à porta. Quem abriu foi um senhor robusto, com bigode e uma cara muito redonda. Um dos estudantes perguntou aquilo que eles queriam saber e ele respondeu que muito do dinheiro que ele recebia dava-o aos mais necessitados.


Depois daquela resposta os dois estudantes ficaram, pasmados, e perguntaram os dois ao mesmo tempo:


- Está louco?


- Não, não estou louco.

Os estudantes surpreendidos, disseram adeus, e afastaram-se. À medida que iam avançando, perceberam que o senhor tinha razão, pois viram pessoas muito pobres, que eles tinham visto no dia anterior, que agora passavam pela casa do fotógrafo para agradecerem.

TOMÁS LEAL

quarta-feira, 30 de março de 2011

Nunca tive uma amiga assim

Certo dia, vim para o primeiro ano para um sítio que não conhecia. Esse sítio era a escola João de Deus.

No primeiro dia eu conheci uma menina chamada Inês Costa.

Eu ao príncipio pensava que ela era burra porque o professor perguntava qualquer coisa e ela levantava o braço, mas depois baixava.

Tocou para o recreio e ela veio perguntar-me se eu queria ser amiga dela e eu, claro, respondi que sim. E fomos brincar.

Eu, timidamente, enquanto brincávamos, perguntei-lhe:

- Queres que nós sejamos as melhores amigas?

- Sim!!! Respondeu ela. E a partir daí ficamos as melhores amigas.

No dia seguinte, como éramos as melhores amigas, eu trouxe-lhe uma prenda e ela disse:

- Obrigada. Eu amanhã vou-te dar uma prenda de que tu vais gostar!

E eu disse:

- Ok.

Ela já não está cá na nossa escola porque foi viver para Guimarães.

Espero que ela venha ler o nosso blogue e mando-lhe um beijinho com saudade.

Alexandra

Afectos que sinto

Melhor coisa no mundo

Acho que não há

Como a amizade é bela

E o que ela nos dá


Um amigo verdadeiro

Vai comigo até ao fim

Passa pelos obstáculos

E nunca se esquece de mim


Um dia chegou a ternura

Veio para me ajudar

Ajuda-me fazer tudo

Até a sonhar


Responsabilizo-me pela solidariedade

Pois é esse o meu dever

Ela acompanha-me na vida

E não a posso perder


Os afectos eu sinto

Pois ajudam-me a crescer

Sem eles pior vivia

E assim acabo de escrever


Luísa

Sou responsável por tudo o que é meu

Eu sou responsável


Pelo que tenho


Como um pastor


É responsável


Pelo seu rebanho.



Se uma coisa perder


Os outros não posso culpar


Pelo que fiz e não devia fazer.


Se isso fosse assim todos


Andavam a lutar.



Eu não posso passar


A responsabilidade


Nem a um elefante.


Isso diz com razão


O meu amigo Infante.



Como não tenho mais para dizer


Esta poesia tenho de acabar.


Vou acabar a fazer


Esta frase a rimar.


DUARTE

segunda-feira, 28 de março de 2011

O copianço

Fotografia de Robert Doisneau


Era uma vez um menino chamado João.


Esse menino, o João, todas as aulas quando o professor saía da sala, punha-se de joelhos na cadeira e começava a copiar pelo colega da frente.


Um dia, quando o professor saiu da sala de aula ele fez a mesma coisa de sempre, só que desta vez não reparou que o professor já tinha chegado e que o estava a observar há muito tempo.


O professor ficou tão furioso com ele que foi logo ligar à mãe dele.


A mãe do João, como é claro, também ficou chateada, mas deixou-lhe um recado muito importante. O recado era “nunca se deve copiar pelos outros, porque assim estás a enganar quem te quer ensinar”.


Com isto o João nunca mais copiou por ninguém.


Mas também não conseguiu livrar-se dos castigos. O castigo da mãe era ele não ir uma semana ao recreio e o castigo do pai era, durante duas semanas, não ver televisão.


Sofia Oliveira

sábado, 26 de março de 2011

Os copiões

Fotografia de Robert Doisneau


1.

Era uma vez dois rapazes, um era muito esperto e o outro muito copião. O que era muito esperto não sabia que o outro o copiava. Certo dia, deu conta que o copião o estava a copiar. Não se importou, pois sabia que quando fosse para a universidade o copião não iria ter trabalho.

Mas, uma coisa aconteceu que deixou o rapaz esperto muito surpreendido, enquanto o copião copiava, ia decorando as coisas e desta forma aprendendo e na altura dos testes tirava boas notas como o rapaz esperto.

O rapaz copião afinal também era esperto!

INÊS

2.

Nos tempos antigos havia escolas grandes, pequenas e médias em relação ao tamanho.

Certo dia numa dessas escolas os meninos estavam a trabalhar.

Um menino estava a trabalhar e o colega do lado fingia que trabalhava, mas na verdade olhava para o trabalho do par.

Para aquele menino tudo era difícil e, então, decidia copiar.

Mas não pensem que era único, havia muitos mais meninos, que faziam o mesmo. Era quase toda a turma… Eles tinham de copiar por quem sabia tudo.

Passado dois anos o professor mudou, veio outro professor e as coisas passaram a ser muito melhores. Já ninguém copiava.

ALEXANDRA

3.

Era uma vez um menino que estava na escola a trabalhar, até que parou um bocadinho para pensar no que ia escreve.

O colega do lado do menino aproveitou e copiou o que ele já tinha escrito. Quando o professor viu tal copianço foi para perto do colega do lado do menino e mandou-o apagar tudo o que tinha copiado.

Quando o menino parou de pensar nem notou que o colega do lado tinha sido chamado ao gabinete do director. Quando ele se ia virar para o lugar do colega do lado e reparou que ele não estava lá.

E depois tocou a campainha.

DUARTE

Os curiosos

Foto de Robert Doineau

Era uma vez dois irmãos que andavam a brincar e a passear.


Ao passar perto das casas e das janelas, como eles eram muito curiosos, um dos irmãos perguntou:


- Queres ir coscuvilhar para dentro das casas, pelas janelas?


- Não, ainda nos apanham a espreitar e chamam a polícia.


O outro irmão diz:


- Vá lá, anda, não tenhas medo!


O outro responde:


- Vamos lá, para te fazer contente.


Então foram ver as casas por dentro das janelas, mas um dos irmãos não gostava nada daquilo, porque não era muito dado à coscuvilhice, porque tinha medo de ser apanhado pela polícia.


Ele disse:


- Vamos embora.


O outro respondeu:


- Está bem, vamos.


E foram para casa


DIOGO


Dois meninos andavam a brincar e a passear ao mesmo tempo.


Algum tempo depois, passaram por uma janela. Um viu a janela aberta e perguntou:


- Olha, e que tal vermos o que se passa ali?


O outro perguntou:


- Ali onde?


- O que se passa naquela sala! – Respondeu.


- Ok. - Alinhou o outro.


Lá foram. Como um era mais alto do que o outro, o mais alto pegou no mais baixo ao colo e começaram a ver o que se passava.


- Uau! Aquilo é grande festa! – Disse o mais baixo. – Alguém fez anos.


MIGUEL

segunda-feira, 21 de março de 2011

Tulipeiro "é quase um dinossauro"

Assinalando o Dia da Árvore, o Jornal de Notícias publicou, hoje, dia 21 de Março, um artigo sobre o tulipeiro da nossa escola com um título muito sugestivo.

Afinal tem 300 anos!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Uma conta difícil

Fotografia de Doisneau

Houve um dia em que numa sala de aula uma professora mandou um menino fazer uma conta no quadro e o menino, como não tinha outra opção, começou a escrever a conta que professora estava a ditar:

- Duzentos e quarenta e cinco mais trezentos e noventa e oito. Faz esta conta aí no quadro.

Ele começou a escrever o número duzentos e quarenta e cinco, o sinal mais e depois o número trezentos e noventa e oito.

Então ele continuou a fazer a conta. Ele estava a pensar. Ao pensar estava a rir-se, mas percebia-se que estava a pensar e, ao pensar, parecia que estava com dificuldades.

No fim, deu-lhe seiscentos e quarenta e três e a professora disse que ele tinha feito a conta bem e o menino ficou mais aliviado.

José Miguel

Em bicos de pés

Fotografia de Doisneau

Havia nos tempos antigos três meninos que eram especiais. Nunca deixavam escapar nada!

Um dia viram na sua cidade uma casa muito velha.

Um deles, com os seus pés, deu passos pequenos e foi para a porta da casa, mas um dos outros aconselhou-o a ir ver se a casa tinha coisas perigosas. Por isso, foram os três espreitar pela janela, um escondido e os outros todos calmos. Eram baixinhos e por isso levantaram-se um pouco em bicos de pés. Mas também era para ver de mais de perto.

Eles lembraram-se que foi um dia de escola muito engraçado pois aprenderam que nunca se pode desistir.

Prometeram que nunca iam desistir e, se nesse momento fizessem isso, iam provar que mentiram a todas as pessoas que acreditaram neles e que acreditaram que eles eram corajosos e valentes quando prometeram isso.

Portanto, tal como nos outros, dias não desistiram e provaram que aqueles pés não saiam dali enquanto não soubessem o segredo daquela casa.

E, de tão especiais que são, descobriram mesmo esse grande segredo!

Como o segredo é deles, eu não o conto…

Sofia Garcez