sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Uma lapiseira que fala e anda

Um dia, um menino chamado Rodrigo fez anos e deram-lhe uma linda lapiseira azul, e como estava quase a começar as aulas o Rodrigo levou-a para a escola.

Passados alguns dias começaram as aulas e o Rodrigo, todo contente, pegou na sua lapiseira e foi para a sala de aula.

O Rodrigo sentou-se a olhar para a lapiseira e, a certo momento, ela começou a falar com ele e a professora vira-se e diz:

- Cala-te, Rodrigo.

- Mas professora… - disse o Rodrigo.

- Cala-te, Rodrigo – disse a professora.

O Rodrigo guardou a lapiseira no estojo e foi para o recreio.

O Rodrigo começou a brincar e passado um bocado viu a sua lapiseira a andar pelo chão e perguntou-lhe:

- Tu andas como nós, lapiseira?

- Sim, há algum problema?

- Não, não há problema nenhum, só que é estranho.

O Rodrigo continuou a brincar até que tocou para ir para as aulas.

Quando voltou para as aulas ia pegar na lapiseira e viu que a lapiseira ainda não tinha voltado do recreio.

Então foi à procura dela. Chegou ao recreio e disse assim:

- Lapiseira, tens de voltar para a sala de aula.

Mas a lapiseira não respondeu.

Então o Rodrigo ficou preocupado com ela.

Voltou para a sala de aula, mas muito preocupado e triste por não ter encontrado a sua lapiseira especial.

A lapiseira chegou à sala de aula e o Rodrigo perguntou-lhe:

- Onde andaste este tempo todo, já precisei muito de ti?

- Estive a dormir atrás de uma árvore!

- Estás doida? E se alguém te apanhava?

- Eu fiz um buraquinho e ninguém me viu. Estava segura.

O Rodrigo continuou a aula e muito mais descansado por ter encontrado a sua lapiseira.

Quando o Rodrigo chegou a casa disse à mãe:

- Mãe, a minha lapiseira fala e anda!

- Filho, não estás a ficar maluco?

- Não, não estou a ficar maluco. Fala e anda mesmo!

- Filho, vai fazer os deveres e pára com as palermices.

O Rodrigo foi para o seu quarto a pensar que estava mesmo a ficar maluco.

Sentou-se na secretária a fazer os deveres e, de repente, viu a lapiseira a andar à sua frente e assustou-se porque não contava vê-la ali.

O Rodrigo desceu as escadas e a lapiseira estava a descer as escadas atrás dele. Então a lapiseira tentou passar por baixo das pernas do Rodrigo, só que em vez de passar por baixo dele fez-lhe uma rasteira e o Rodrigo caiu das escadas a baixo.

A mãe ouviu um estrondo e foi logo ver o que tinha acontecido.

- Filho, estás bem?

- Mãe, estou a sangrar do nariz?

- Sim, estás. Filho, a tua lapiseira está a andar e a falar.

- Vês mãe, não estava maluco como tu disseste.

- Pois não, filho, não estavas mesmo a ficar maluco!

- Mãe, e o meu nariz?

- Pois é filho, vamos tratar disso antes que suje a roupa toda.

Lá foram os dois mais a lapiseira tratar do nariz do Rodrigo.

Quando o Rodrigo acabou de tratar do seu nariz a lapiseira pediu-lhe imensas desculpas.

Ele desculpou.

Foram jantar e a lapiseira também foi porque agora ela também fazia parte da família.

A lapiseira adorou a comida e no fim do jantar ela virou-se para a mãe do Rodrigo e disse:

- A comida estava óptima!

- Ainda bem que gostaste da comida, lapiseira, porque a partir de hoje vais começar a comer da minha comida todos os dias. A não ser que o Rodrigo te leve a dormir a casa de um amigo dele.

O Rodrigo pegou na lapiseira e foi para o seu quarto acabar os seus deveres.

O Rodrigo estava sentado na cama a ver televisão enquanto a lapiseira lhe fazia os deveres todos.

De repente a mãe dele entra no quarto e vê que ele não estava a fazer os deveres e chateou-se com o Rodrigo e disse:

- Rodrigo, estou muito chateada contigo porque é que mandaste a lapiseira fazer os deveres por ti?

O Rodrigo não respondeu à sua mãe e foi dormir.

No dia seguinte, ele contou aos amigos todos o segredo da sua lapiseira.

A lapiseira ficou um bocado chateada com o Rodrigo e então ela decidiu essa noite dormir no estojo dele, mas primeiro teve o trabalho de tirar todas as coisas que estavam lá dentro.

Durante a noite o lápis meteu-se lá dentro porque estava com muito frio.

A lapiseira, como é um bocadinho totó, pensava que era o Rodrigo que se estava a meter dentro do estojo.

Depois ela abriu os olhos e reparou que era o lápis e disse:

- Sai daqui imediatamente!

O pobre do lápis assustou-se e saiu logo.

Passado um bocado, o Rodrigo acordou e perguntou o que se passava.

E a lapiseira disse que não se passava absolutamente nada.

Depois, o Rodrigo foi dormir outra vez.

De manhã não havia aulas porque era fim-de-semana e o Rodrigo ficou a dormir até mais tarde.

Não viu a lapiseira ao seu lado e assustou-se, mas lembrou-se que ela tinha dormido no estojo e foi lá procurá-la. Mas ela não estava lá e o Rodrigo ficou mesmo assustado e preocupado com ela.

Foi à janela e reparou que a sua lapiseira e o seu lápis se estavam a transformar em humanos e foi logo para o jardim para ver porque estava a acontecer aquilo ao seu lápis e à sua lapiseira.

E então eles os dois contaram-lhe tudo.

E o Rodrigo entendeu e foi contar à sua mãe e ficou tudo resolvido.

Assim acabou tudo bem.

MARIANA e SOFIA OLIVEIRA

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Três poemas do Tomás Leal

Amor

O amor, o amor

É um sentimento

Que às vezes se

Esconde e outras

Que abre

Não sei se devo

Amar

Não sei se devo

Beijar abrir

Ou guardar

Será que eu

Tenho a chave

Brincar

Vamos começar

A brincar

E a gozar

Mas tenho

De abrandar

Para não

Me magoar

Para não faltar

Ao trabalho escolar

Pensar o que fazer

Pensar, para quê

para ficarmos indecisos

Para ficarmos envergonhados

Para quê parar

Agir, isso sim

É encontrar o poder

De o fazer.

Tomás Leal

sábado, 18 de setembro de 2010

Cientistas ao Palco - 24 de Setembro

Por sugestão da mãe da Inês, divulgamos o texto que se segue.

Assunto: Noite Europeia dos Investigadores - 24 de Setembro
Importância: Alta
Caros juniores,
Tens planos marcados para sexta-feira à noite, dia 24 de Setembro?
Aproveita para passares uma noite diferente, na companhia de cientistas. Conversa com os teus pais e vem com eles até à baixa do Porto para mais uma Noite Europeia dos Investigadores com o Projecto Cientistas ao Palco. Cerca de meia centena de cientistas da Universidade do Porto vão transformar a Praça Gomes Teixeira (“Praça dos Leões”) num palco de Ciência, onde as artes de representação serão o principal meio de comunicação. Música, teatro e actividades desportivas não faltarão! Paralelamente, os museus da Reitoria ficarão abertos até à meia-noite, com entrada livre.
Este ano o tema escolhido é a Biodiversidade assinalando desta forma o seu Ano Internacional.
Em anexo encontras o programa da iniciativa desde as 15 até às 24 horas do dia 24 de Setembro, bem como o programa detalhado, se quiseres saber maispormenores.
Aproveito a oportunidade para desejar a todos um excelente ano lectivo. Conto com a vossa presença,
Vítor Silva

Para saber mais, clica na imagem

Desenhos sobre LENDA ÁRABE

As aulas recomeçaram e os 25 autores receberam uma nova autora, chamada Ana Isabel.
Logo nos primeiros dias, estudámos uma bela lenda árabe sobre dois amigos, recontada por João Pedro Mésseder.
Ouvimos, dramatizámos, recontámos, lemos, comentámos por escrito e, por fim, ilustrámos.

Jorge Micael
Ana Isabel
Tomás Cardoso
Raquel
Dário

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Dois amigos

(Lenda árabe recontada por João Pedro Mésseder)

Dois amigos viajavam pelo deserto, caminhando em amena conversa, apesar do sol abrasador. Um deles, porém, sentindo-se contrariado pelo outro, encetou uma discussão. Erguia a voz, gesticulava e pouco faltou para insultar o companheiro. Em dado momento da contenda, não resistiu e esbofeteou-o

Admirado e ofendido, mas sem nada dizer, o amigo baixou-se e escreveu na areia: «Hoje, o meu melhor amigo bateu-me no rosto.»

Seguiram viagem, tristes e em silêncio. Absortos nos seus pensamentos, fixavam os olhos num ondulante horizonte de dunas e já caminhavam com dificuldade sob o ardor do sol. Até que avistaram um oásis verde, emergindo da areia escaldante do deserto Mais aliviados à sombra das tamareiras, resolveram banhar-se, comer e pernoitar no local.

Afastou-se um para recolher galhos com que pretendia acender um pequeno fogo. E o que tinha sido esbofeteado despiu-se, mergulhou na lagoa do oásis e principiou a refrescar-se. Contudo, passados minutos, perdeu o pé. E em breve se afogaria, não fosse a ajuda do amigo que, ao escutar os gritos, largou tudo e acorreu ao chamamento, mergulhando na lagoa e arrastando o companheiro para a margem.

Quando ao fim de algum tempo, este se sentiu recuperado, pegou num estilete, dirigiu-se a uma pedra e nela escreveu: «Hoje, o meu melhor amigo salvou-me a vida.»

Intrigado, o outro perguntou:

- Porque é que, depois de te bater, escreveste na areia, e agora, que te salvei, foste escrever na pedra?

A sorrir, o outro respondeu:

- Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever na areia, onde o vento do esquecimento e do perdão se encarregam de apagar as palavras. Quando porém, faz por nós alguma coisa de verdadeiramente nobre, ah... aí devemos gravar as palavras na pedra da memória e do coração, onde nenhum vento do mundo as poderá apagar.

E assim se acharam reconciliados. E comeram, beberam e conversaram alegremente. Depois puseram-se a contemplar a Lua e as estrelas até o cansaço os vencer. E mergulharam, por fim, num sono profundo e retemperador.

sábado, 11 de setembro de 2010

As minhas férias de Verão

As minhas férias começaram em meados de Junho. Fui 15 dias para a praia, com as educadoras do A.T.L., para Leça da Palmeira.

Os meus amigos do A.T.L. também foram. O que eu mais fiz lá foi jogar futebol. O professor de ginástica fazia muitos torneios. Foi muito divertido!

Depois, fui para a praia com a minha avó, as minhas tias e com o meu primo Filipe, uma semana, também para Leça.

Em Agosto, fui com os meus pais e a minha irmã, para Vilamoura, no Algarve. Passámos duas semanas lá.

Brinquei muito com os meus amigos habituais, pois já vou para lá há muito tempo. De manhã, íamos para a praia e, à tarde, para a piscina. Jogava futebol, às cartas e PSP com os meus amigos. Às vezes, à noite, íamos à marina comer um gelado. Um dia, à noite, fomos à Feira Medieval de Silves. Foi muito interessante. Vi como as pessoas viviam, há muitos anos, que jogos faziam e experimentei um.

Ainda tive tempo de ler dois livros do Geronimo Stilton, intitulados “ Ganhei mil milhões na lotaria” e “O regresso ao castelo do lorde avarento”. Depois, comecei a ler “A ameaça da bola-F”, do Nuno Magalhães Guedes.

Em 25/8/2010, fui com os meus pais e a minha irmã para Menorca, uma ilha espanhola que é banhada pelo mar Mediterrâneo e, por isso, a água é muito quentinha. A capital de Menorca é Maó. A principal indústria é a leiteira. Produzem gelados óptimos e o queijo mahón.

Fomos de avião. Vi as nuvens por baixo de nós. Foi uma sensação incrível!

Ficámos num hotel, durante uma semana. Fiz alguns amigos portugueses que também estavam lá de férias.

Um dia, à noite, no hotel, andei de trampolim, suspenso por cintos. Adorei!

De manhã, íamos para a praia e à tarde para a piscina.

Também fomos conhecer a ilha, num carro alugado. Tem praias fantásticas! A água é muito transparente e azul-turquesa.

A minha mãe comprou-me uma camisola de recordação.

Gostei muito destas férias e a minha família também! Foi muito divertido!

Pedro

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A Mancha

A mancha leva-me
Ao mundo das cores
Onde está o azul e o rosa
Mas também flores.

Eu daria à mãe, ao pai,
E também ao meu irmão,
A cor castanha
Que é a cor do meu cão.

No mundo das cores
O armário é azul,
O sol é encarnado
E a amarelo é o paul.

Cristiano

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Diálogo de férias


Desenho do Francisco, feito no «Paint»
Texto da Raquel

O que fazes nas férias?
Como estudas?
Que cuidados aconselharias a ter?
Gostarias de reencontrar os teus amigos?
Para que sítio gostas de ir?
Nas férias grandes podes divertir-te, pôr o descanso em dia, mas nunca te esqueças de enviar artigos interessantes para continuarmos a ter sucesso no nosso blog.
No computador podes visitar sites como:
25autores.blogspot.com
www.brincar.pt
e outros
Raquel

O que comeste ao almoço?

É a hora do almoço
O que comes tu?
Eu estou a comer
Um bom peru

É a hora do almoço
O que come o teu amigo?
Ora o meu amigo
Comeu um figo

Eu adoro comer boas frutas
Mas o que é que eu comi ao almoço?
Não comi nada porque estava
Um grande,grande alvoroço.

Raquel

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Poema de Matilde Rosa Araújo

Matilde Rosa Araújo entre leitores
Ilustração de Maria Keil para o poema «O Chapéuzinho»

O Chapéuzinho

A menina comprou um chapéu
E pô-lo devagarinho:
Nele nasceram papoilas,
Dois pássaros fizeram ninho.

Chapéu de palha de trigo
Que a foice um dia cortou:
Na cabeça da menina,
O trigo ressuscitou.

Depois tirou o chapéu,
Tirou-o devagarinho:
Não vão murchar as papoilas,
Não se vá espantar o ninho.

E, chapéuzinho na mão,
De cabeça levantada,
A menina olhou o Sol,
Como a dizer-lhe: obrigada!

Matilde Rosa Araújo “O Cantar da Tila”

domingo, 4 de julho de 2010

Poema “ O mar “

O mar é azul
É um fio de beleza
Está espalhado por todo lado
Até pela Natureza

Não foi criado pelo Homem
Mas foi uma grande animação
Estar presente no nosso mundo
O que causou grande admiração

Maria Camila

sábado, 19 de junho de 2010

Férias a começar

São as férias a começar
Não vamos dizer que não
Às maravilhosas e boas
Férias de Verão.

Tomar um bom refresco
E não gostar das letras fv
Mas não se pisguem
Para não fazer os tpc.

Pôr protector solar
Também convem
Comer um gelado
Não faz lá muito bem.

Construir castelos de areia
Ouvir o som do brilhante mar
Brincar com algas de verdade
Temos de bem aproveitar.

Podemos ter aventuras
Como montanhas escalar
Mas ficamos cansados
E queremos descansar.

Mas temos de fugir
Dos trabalhos de casa
Mas se tentarmos voar
Perdemos uma asa.

Raquel

Hoje escreve o professor

Ontem foi o último dia de aulas do nosso 3.º ano.
Chegou ao fim um ano lectivo que começou sob o medo da gripe A. Todos nos lembramos do desinfectante para as mãos e das recomendações do professor (pouco convencido) a tentar convencer-nos de que não devíamos partilhar o material escolar. Pois é... os adultos também cumprem ordens de que nem sempre gostam.
Ontem, como era o último dia de aulas, o lanche saiu das normas da educação alimentar e alguns trouxeram bolos de chocolate e batatas fritas para partilhar.
A Luísa ofereceu-nos um concerto de violencelo e desconfio que, no próximo ano, a Sofia Garcez vai surpreender-nos com os seus progressos na guitarra.
Os 25 autores ofereceram muitos textos e desenhos à Inês Costa, que vai mudar de casa, de escola e de cidade.
Agora, a pobre sala de aula vai ficar triste, durante quase noventa dias sem os cinquenta olhos curiosos.
Só espero que não aconteça o mesmo problema a este blogue. Precisamos de o alimentar como se fosse a maior flor do mundo.

A Maior Flor do Mundo, de José Saramago

Lemos este livro no 2.º ano. Lembram-se?
O filme deve ser visto com som.
Depois merece ser comentado.

domingo, 13 de junho de 2010

Pintar

Pego num pincel
pego na caneta
não pego na borracha
porque é uma treta

quando for pintar
todos vão dizer
estou a adorar
estou a adorar

E eu vou responder
é muito divertido pintar
com toda a gente
aqui a olhar
para o meu desenho
que está de encantar

Luísa

sexta-feira, 11 de junho de 2010

VISITA A PONTE DE LIMA




Na visita de estudo que realizamos a Ponte de Lima, aprendemos várias coisas. Uma delas foi o nome de um objecto que servia para tirar as cabeças das galinhas se chamava “Mata-frangos”.

Na feira aprendemos a distinguir os sapatos de couro e os sapatos que não são de couro. Lá vimos um instrumento chamado “Pá-de-forno” que servia para pôr e tirar o pão do forno sem nos queimarmos. Além disso, vendiam-se nabos e outros legumes para plantarmos de novo e muito depois é que se cozinhavam.

Vimos um instrumento chamado “Taramela”, que servia para assustar os pássaros, e um objecto que se usava antigamente, quando não havia frigoríficos, que não permitia que bichos entrassem e que mantinha a comida em segurança e conservada.

Nas estufas havia uma planta muito grande que se dividia em plantas pequeninas. Estas eram plantadas para crescerem e assim aumentavam a espécie.
Dentro de uma das estufas havia outra estufa mais pequena que continha uma planta que só era preciso regar uma vez e depois a água evaporava-se, mas não saia da estufa.

Para se tirar o leite das vacas há uma máquina e depois há um tubo que vai ter a uma espécie de chávena que vai para aí o leite para a senhora tirar. As vacas estão presas para não fugirem.

As vacas enchem dezasseis litros.

O vinho foi produzido numa adega dentro de um sítio chamado cuba.

Só de vinho branco produziram 20000 garrafas. Cada garrafa tinha 0,75 litros.

O sítio onde se produzia as uvas tinha uma área equivalente a seis campos de futebol. Esses campos de uvas chamam-se vinhas.
As uvas fazem o vinho com o seu sumo, mas o álcool transforma-se do açúcar com uma fermentação em álcool.
Na feira vendiam-se rolhas para o vinho e as rolhas eram feita de cortiça, que vinha duma árvore que há mais no Alentejo e que se chama sobreiro.
Há pessoas que produzem o vinho que decidem, em vez de usar rolhas novas, usar rolhas utilizadas e assim, como as rolhas têm um buraquinho por causa do saca-rolhas, o vinho apanha ar e fica estragado.

Dário, Duarte, Inês Caldevilla, Maria Camila e Miguel

domingo, 6 de junho de 2010

Ramalde com as Crianças - 2

No dia 20 de Maio, a nossa repórter Maria Camila visitou a Assembleia da República, integrada na delegação da Escola João de Deus.

No local, produziu a reportagem que a seguir se apresenta.

Primeiro fomos visitar o gabinete de uma pessoa que era amiga da Dra. Julieta Sampaio.

A seguir fomos visitar a Assembleia completa, antes de almoçarmos.

Na tal visita aprendemos muita coisa, nunca pensei que aprendêssemos tanto com a Assembleia da República.

Eu não consegui perceber qual é a ideia de estarmos na primeira sala e não na segunda. Não dá para vermos nada do que está a acontecer, dá para ver alguma coisa por uns mini ecrãs que temos aqui para ver o que está a acontecer, mas mesmo assim não estamos na sala em que eu pensava que íamos estar já a seguir ao almoço.

Agora uma senhora começou a falar e eu acabei de perceber o que é que está a acontecer e também acabei de perceber o que nós todos estamos aqui a fazer. Estamos a fazer o seguinte, parece que estão duas pessoas a falar para conseguir fazer um texto qualquer depois (penso eu) vamos para o tal sítio. Como eu já disse, aqui tem um pequeno ecrã para vermos o que está a acontecer na outra sala e eu vi o Paulo Portas a falar.

Voltaram a falar, mas isso não é importante. Agora vou ver no tal mini ecrã o que está a acontecer na outra sala.

Agora, alguns meninos estão a fazer perguntas aos deputados. Por exemplo, um menino da escola dos Castelos perguntou a um senhor se ele tinha alguma solução para o desemprego e ele respondeu que não, mas que gostava de ter uma solução e começou a acrescentar umas coisas e disse uma grande resposta.

Chegaram há pouco tempo umas pessoas muito importantes.

Continuamos com as perguntas. Desta vez respondeu um deputado do PS (Partido Socialista).

Continuamos nas perguntas ao Partido Socialista.

A 6ª pergunta foi para a nossa escola, a pergunta foi dirigida também ao Partido Socialista.

Parecia-me que ia haver pouquinhas perguntas, mas já foram muitas mais pessoas do que eu pensava.

Parece-me que estamos quase a ir embora, vai só falar o Presidente Manuel Maio e depois vamos embora assistir àquilo que está a acontecer na outra sala.

Fomos assistir à sessão. Ouvimos os deputados a falar. Eram muito altos. Como eu tenho vertigens fui para a primeira fila.

E por aqui terminou a nossa visita à Assembleia da República. Foi uma boa experiência e espero voltar.

Maria Camila

Ramalde com as Crianças - 1

A Maria Camila foi repórter da Escola João de Deus no RAMALDE COM AS CRIANÇAS, projecto desenvolvido pela Junta de Freguesia e pelas escolas do 1.º ciclo.
O texto que se segue é a sua reportagem da sessão realizada no passado dia 25 de Abril.

Ramalde com as crianças IV sessão

Dia 25 de Abril de 2010

Está cá uma menina que tinha sido presidente da III sessão e começou a dizer uma acta.

Vai haver umas perguntas, a uns políticos e para essas perguntas temos como tempo um minuto e trinta segundos e se já tivermos acabado com os tais um minuto e trinta segundos e depois de já termos gasto o um minuto e trinta segundos ainda podemos ter mais cinquenta segundos se quisermos falar mais.

Já se respondeu a duas perguntas e está um senhor a responder à terceira pergunta.

Já estamos na sexta pergunta.

Há uns minutos o primeiro secretário o segundo secretário e o presidente mudaram de lugar e foram para a mesa principal. Bem, eu acho que já se está a responder à última pergunta, vamos ver se é verdade... não, não, não é verdade. Está a haver muitas mais perguntas do que aquelas que eu imaginava.

Pelo menos já houve para aí mais quatro perguntas do que aquelas que eu imaginava.

Muito bem, agora que eu reparo, as escolas estão por outra ordem, mas mesmo assim estão-se a repetir várias perguntas de várias escolas.

As perguntas nunca mais acabam.

Finalmente as perguntas vão acabar.

Já estamos numa parte em que são os deputados a sério que estão a falar e como tempo têm três minutos.

Acho que já está quase a acabar.

É que eu também acho que está a demorar um bocado.

Eu estou a gostar muito, porque estou a conseguir acompanhar a IV sessão toda, e é assim que eu gosto.

Agora vai haver as propostas de todas as escolas, e eu acho que Aida vai demorar um bocado.

A sessão está para acabar, só vão agora chamar os deputados suplentes e efectivos de cada escola para receberem um diploma.

PS:. É pena os jornalistas não receberem o tal diploma que os deputados efectivos e suplentes receberam. É que o diploma é tão giro!

Maria Camila

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Aprendizagens Novas



Na feira e na Escola Agrícola aprendemos muitas coisas. Vamos dizer o que aprendemos.
A turma dos 25 autores aprendeu novidades sobre o comércio das feiras com animais
As aves, como os patos, eram de criação familiar e a utilidade para os humanos era para a alimentação e o seu preço era um euro.

Havia também outras aves e todas eram de criação familiar. E a maior parte da utilidade para os humanos é para comer.

Sobre os coelhos, eles foram produzidos em Amares em criação familiar, para reproduzir e para alimentação de seres humanos. O seu preço é seis euros. A alimentação dos coelhos é legumes pois é um animal herbívoro e é um mamífero.

Aprendemos coisas sobre os carneiros, que são de criação familiar e que foram produzidos para as serras e campos e a utilidade para os humanos é a sua carne e o seu leite. O preço é de cinquenta a setenta e cinco euros.

O comércio das vacas era de 500 euros. Foram produzidas em Vila Verde, de criação familiar. O seu comércio é frequente pelo leite, que fabrica vários alimentos, e pela sua carne. A razão porque podem vender o touro é pela sua carne e pela produção de bezerros (filhos).

O touro tem um preço quase equivalente ao da vaca mas com o seu peso o preço é mais alto. O touro que estava à venda ainda era criança e, pelos vistos, era mais violento do que o normal dos bezerros.

Na feira havia vegetais tais como alface e couves. Os vegetais, alguns deles, têm terra e raíz porque servem para plantar nas hortas.

A maioria dos objectos da feira são do campo e das quintas. Outras coisas são de calçado e de roupas.

Por exemplo, o mata-frangos foi produzido em Roselas, numa oficina artesanal. Este objecto serve para matar galinhas. Metemos o cone (o objecto) na galinha e cortamo-lhes a cabeça. Custa apenas quatro euros.

As rolhas são fabricadas com a cortiça que vem do sobreiro e que é carregada por sacos grandes que custam 5 euros. As rolhas foram produzidas em Santa Maria da feira.

Há um objecto que serve para proteger a comida dos ratos e das moscas. Esse objecto é feito de rede de metal e de madeira.

Aprendemos muitas outras coisas sobre a Escola Agrícola.

As vacas de lá pesam 600 quilos. Alimentam-se de ração, milho e feno. Comem no máximo oito quilos. Poderiam ser um pouco mais magras.

A utilidade daquelas vacas não era a carne, mas sim o leite. As vacas não pastam e produzem doze litros de cada ordenha mecânica. A produção de leite é realizada por tubos que recolhem o leite que as vacas dão. Mas se as vacas estiverem nervosas é possível que não dêem leite.

Após a nascença de um filho eles são logo alimentados e alimentam-no com muita frequência.

O vinho, na Escola Agrícola, é feito de sumo de uva. Há 20 000 garrafas por ano. A vinha da escola tem o tamanho de 6 campos de futebol.

Os vinhos brancos e tintos são produzidos de diferentes castas. O branco é de casta loureiro e o tinto é de casta vinhão. Na fabricação do vinho, se demorar mais tempo mais qualidade tem.

A cuba é uma máquina que facilita a produção de vinho.

As plantas na Escola Agrícola são muitas, e uma delas é o pimento padrão que é plantado e nós alimentamo-nos do fruto. Outra planta é a tuía que é plantada por estaca.

Nós concluímos que aprendemos coisas que já sabíamos, mas melhor. Também aprendemos coisas que não sabíamos e gostámos muito.


Pedro, Raquel, Sofia Garcez e Tomás Cardoso

domingo, 30 de maio de 2010

A Árvore (e o espelho)

Um texto do nosso «Trampolim» despertou-nos o desejo de conhecermos, na totalidade, este conto de Sophia de Mello Breyner Andersen.
Na semana passada, lemos o livro.
Ficamos emocionados com a beleza do conto «A Árvore», mas mais ainda com o outro que faz parte do mesmo livro e que se chama «O espelho ou o retrato vivo».