terça-feira, 16 de novembro de 2010

O Mostrengo

Azul, cego pela vingança,
Vestido de sol reluzente
E nunca está muito contente
Do mar nasceu, tal criatura
Para o conhecer, não sei se é boa altura
Devia dizer em feminino
Pois o seu aspecto não é masculino
Do mar irá voltar
Pois, já estou farta de esperar.

Raquel

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O Príncipe Sapo - 2

Do ponto de vista do narrador (escrito pela Sofia Oliveira)

Era uma vez uma princesa que estava na Verde Floresta a brincar com a sua bola favorita. O jogo era mandar a bola ao ar e apanhá-la, mas não podia cair à água.

A princesa mandou a bola tão alto ela que caiu na nascente. Ela ficou muito triste por não poder ter a sua bola favorita de volta, mas era o que parecia que ia acontecer.Que ia ficar sem ela.

Passado um bocado, um sapo apareceu e perguntou-lhe porque é que estava a chorar tanto e ela contou-lhe tudo o que se tinha passado.

O sapo disse-lhe que ia apanhar a bola, mas a princesa tinha de lhe prometer que o deixava comer do seu pratinho e que tinha de o deixar dormir na sua cama, isto durante três noites.

A princesa prometeu-lhe, a pensar que ele nunca iria conseguir sair da nascente. Mas quando o sapo lhe entregou a bola a princesa esqueceu-se do que tinha prometido e foi-se embora para casa.

Na hora do jantar estava a princesa a comer com o seu pai quando ouviu alguém a bater à porta e a dizer:

Abre porta, princesa querida,

Abre a porta ao amor da tua vida

E lembra-te das palavras que tu e eu dissemos

Quando na Nascente da Verde Floresta estivemos

A princesa, toda curiosa, foi abrir a porta e quando abriu até se assustou, porque estava lá o velho sapo da nascente. Ela fechou a porta com o sapo lá fora, e o seu pai perguntou quem era.

Ela contou-lhe tudo e o pai disse-lhe para ela cumprir o que tinha prometido.

E ela fez tudo o que tinha prometido ao sapo.

Quando acabaram de jantar, a princesa foi com o sapo para a cama. Colocou-o na almofada do lado e começaram a dormir.

De manhã o sapo já não estava lá e a princesa pensou que ele não voltava mais.

Mas de noite o sapo voltou e a princesa fez tudo o que tinha prometido.

Na manhã seguinte o sapo não estava outra vez lá. E à noite voltou.

Na manhã seguinte o sapo não estava lá mas estava um lindo príncipe.

O príncipe contou tudo e também lhe perguntou se queria viver com ele.

Ela aceitou e viveram felizes para sempre.

Do ponto de vista do pai da princesa (escrito pelo Duarte)

Certo dia, estava eu a jantar quando ouvi alguém a bater à porta e a dizer duas vezes:

Abre a porta, princesa querida,

Abre a porta ao amor da tua vida!

E lembra-te das palavras que tu e eu dissemos

Quando na nascente da verde floresta estivemos.

A minha filha foi abrir a porta e fechou de repente.

Eu perguntei quem era e ela contou-me que de manhã um sapo foi buscar a sua bola à nascente e ela prometeu que ele podia dormir na cama dela e comer do prato dela.

Eu mandei-a abrir a porta e cumprir a promessa.

Ela deixou-o comer do seu prato e dormir na sua cama.

Na manhã seguinte o sapo saltou da cama da minha filha e saiu.

Foi assim durante mais duas noites mas na última noite ele quando acordou era um príncipe que pediu a minha filha em casamento.

Ela aceitou, claro que eu a deixei e viveram felizes para sempre.

Do ponto de vista do pai da princesa (escrito pela Ana)

Um dia quando a minha filha brincava no jardim ela atirou a bola ao ar e caiu numa nascente.

Um sapo pôs a cabeça de fora e perguntou por que é que estava a chorar.

Ela respondeu que tinha sido a bola que caiu à nascente.

- É por isso que estás a chorar? Eu vou buscar mas tu deixas-me comer do teu prato e dormir na tua cama.

O sapo foi buscar a bola. Passado algum tempo ele atirou-lhe a bola e ela ficou tão contente que nem ligou ao sapo.

Quando ela e eu estávamos na mesa alguém bateu à porta e disse:

Abre a porta, princesa querida,

Abre a porta ao amor da tua vida!

E lembra-te das palavras que tu e eu dissemos

Quando na nascente da verde floresta estivemos.

Ela foi abrir a porta, mas fechou a porta e eu perguntei:

- Porque é que fechaste a porta?

Ela respondeu que um sapo lhe tirou a bola do riacho e ela também prometeu ao sapo que podia dormir na sua cama e que podia comer do seu prato.

Então eu respondi:

- Agora deixa-o entrar em casa

E a minha filha foi buscá-lo e o sapo respondeu:

- Deixa-me comer do teu prato.

Ela deixou e depois levou-o para a cama.

No dia seguinte quando a minha filha acordou não viu o sapo, mas à noite ele voltou. Quando acordou o sapo não estava lá, mas à noite ele voltou. Quando ela acordou viu um príncipe e ela perguntou:

- Mas és um príncipe?

E eu vi o criado do príncipe, que estava a chorar de felicidade.

O Príncipe Sapo - 1

Do ponto de vista de um narrador (escrito pela Mariana)

Certo dia, estava uma princesa a brincar com o seu brinquedo favorito que era uma bola dourada.

A certa altura a princesa atirou a sua bola dourada tão alto que quando esticou a mão para a apanhar a bola caiu no rio. Como aquele rio era tão fundo a princesa ficou com medo de não voltar a ver a bola.

A certo momento, um sapo pôs a cabeça fora de água e perguntou à princesa porque é que ela estava a chorar tanto e a princesa disse:

- Ai de mim, ai de mim!.

O sapo disse que não queria os vestidos nem as jóias dela, mas podia ir buscar a bola dela ao fundo do rio se ela lhe prometesse que o deixava dormir na sua cama e o deixava comer do seu prato. A princesa prometeu-lhe isso e o sapo foi buscar a bola.

A princesa só lhe tinha prometido aquilo porque estava convencida de que o sapo não ia sair da nascente.

O sapo deu-lhe a sua bola e ela, de tão contente que estava por ter recuperado a bola, nem se lembrou da promessa.

Quando estava a jantar a princesa ouviu alguém a dizer:

Abre a porta, princesa querida,

Abre a porta ao amor da tua vida!

E lembra-te das palavras que tu e eu dissemos

Quando na nascente da verde floresta estivemos.

A princesa foi abrir a porta e fechou-a rapidamente. O pai dela ficou preocupado e perguntou-lhe porque é que ela ficou tão assustada. A princesa disse ao pai que tinha feito uma promessa a um sapo e que era ele que estava a bater à porta. O pai disse para ela ir abrir a porta e cumprir a promessa.

Então a princesa foi abrir a porta ao sapo e ele pediu para comer do prato dela. Ela deixou-o. Depois pediu para ir para a cama dela e ela levou-o para lá.

No dia seguinte o sapo não estava lá e ela pensou que ele nunca mais ia voltar para lá.

Repetiu-se a mesma coisa nos outros dois dias.

No terceiro dia em vez de ver um sapo viu um príncipe.

O príncipe pediu-a em casamento e ela aceitou.

E os dois foram viver juntos.

Do ponto de vista do sapo (escrito pelo Dário)

Lá estava eu debaixo de água de um riacho, quando apareceu uma princesa a brincar com o seu brinquedo preferido, que era uma bola dourada, e estava a atirá-la para cima.

Passado um bocado, a princesa atirou a bola muito alta e ficou a chorar e eu perguntei-lhe porque é que estava a chorar.

Ela disse-me que atirou a bola muito alta e caiu no chão e foi para o fundo do riacho.

Então eu disse-lhe que eu ia buscar a bola, mas com três promessas que eram deixar-me ir para casa dela, comer do prato dela e dormir no quarto dela.

Ela disse que fazia as três promessas. E lá fui eu.

Depois de ir lá buscar a bola dourada, atirei-a para o chão e ela nem se lembrou de mim.

Cheguei ao castelo dela, bati à porta e disse:

Abre a porta, princesa querida,

Abre a porta ao teu amor da tua vida!

E lembra-te das palavras que tu e eu dissemos

Quando na nascente na verde floresta estivemos.

Como a princesa não me abriu a porta, o pai dela perguntou-lhe quem era e ela disse que era um sapo que lhe tirou a bola dourada do riacho.

Abre a porta, princesa, querida

Abre a porta ao teu amor da tua a vida!

E lembra-te das palavras que tu e eu dissemos

Quando na nascente na verde floresta estivemos.

Ouvi o pai dela dizer que era melhor abrir a porta e ela abriu.

Pedi comida e ela deu-me. Pedi-lhe para ir para a cama dela e fui.

De manhã fui passear até à noite e à noite voltei ao quarto da princesa.

Ela acordou, viu-me vestido de príncipe, eu perguntei-lhe se queria casar-se comigo e viver no meu castelo e ela aceitou.

Do ponto de vista do empregado do príncipe (escrito pela Camila)

Estava eu um dia descansado no palácio quando, de repente, alguém me liga.

Era o príncipe. Ele dizia-me as coisas rápido e contou-me o que tinha acontecido.

Ele relembrou-me de quando a bruxa o transformou em sapo, e só se transformava outra vez em príncipe se dormisse três dias na cama de uma princesa e se comesse do prato dela.

Ordenou-me que fosse rapidamente até ao reino do Rei D. Duarte I para o levar com a sua princesa até ao seu palácio. A seguir deu-me uma notícia que eu até pulei…Ele disse-me …que …se … ia … ca … ca …ca…sar.

Eu pedi-lhe para ele me contar o que tinha acontecido. Mas, ele disse-me que só ia contar a partir da parte em que ele conseguia entrar na casa dela. E eu claro tive de dizer que sim. Não havia outro remédio, não é?!

Então ele contou-me que chegou a casa dela e disse uma bela quadra que era:

Abre a porta, princesa querida,

Abre a porta ao amor da tua vida!

E lembra-te das palavras que tu e eu dissemos

Quando na nascente da verde floresta estivemos

Ele disse-me que a princesa fingiu que não tinha ouvido e então ele repetiu aquela bela quadra. Pelo menos eu gostei muito dela.

Abre a porta, princesa querida,

Abre a porta ao amor da tua vida!

E lembra-te das palavras que tu e eu dissemos

Quando na nascente da verde floresta estivemos

Bem, ele também disse que agora estava a telefonar-me e a perder tempo e que depois contava o resto.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Os Duendes



Era uma vez um duende chamado Faísca.

O Faísca era o chefe dos duendes, além disso, ele era o mais novo.

Certo dia todos os duendes decidiram ir brincar para o parque, mas sem o Faísca saber porque ele nunca quis que os humanos soubessem da sua existência, mas mesmo assim eles foram.

No parque uma menina brincava com o seu cãozinho. De repente, ela apercebeu-se que ele ladrava muito para uns arbustos. Foi ver o que se passava e… era incrível o que ali se passava! Duendes a brincar! Ela nem queria acreditar no que os seus olhos viam, nada daquilo parecia real. Até àquele dia os pais tinham-lhe dito que os duendes não existiam. Afinal existiam, e eram bem reais. Os duendes ficaram aterrorizados com a presença da menina e do seu cachorrinho mas ela disse:

- Não tenham medo! Não vos vou fazer mal! Só quero conhecer-vos mais de perto pois sempre me disseram que vocês não existiam.

Eles quase a tremer disseram:

- Por favor, não digas a ninguém que nos viste, ninguém pode saber da nossa existência. Se Faísca descobre que nós falamos com humanos vai castigar-nos.

- Faísca?! Quem é o Faísca? – Perguntou a menina.

- Faísca é o nosso chefe. Ele é muito bom para nós e muito nosso amigo mas ele sempre nos avisou para não virmos para o parque para que não fossemos descobertos pelos humanos. – Responderam os duendes.

- Ah! Não se preocupem. Eu nunca irei contar a ninguém que vos conheci. Ficará para sempre o nosso segredo. Mas a partir de hoje nós podíamos brincar sempre juntos aqui no parque, sem que ninguém nos visse. – Disse a menina.

- Boa! – Gritaram os duendes. Isso iria ser fantástico!

Durante anos, todos os dias a menina ia até ao parque brincar com os duendes. Nunca revelou o seu segredo. Divertiam-se imenso.

Até que foi crescendo e cada vez passou a ir menos vezes ao parque ver os seus amigos. Eles ficaram muito tristes. Mas compreenderam. Afinal de contas ela tinha-se tornado numa mulher, formou-se e era professora e casou. Também foi mãe de uma menina.

Um dia chamou a filha e disse-lhe:

- Vou contar-te uma história que começa assim “Era uma vez uma menina que brincava no parque e conheceu uns duendes…”


Alexandra

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

sábado, 2 de outubro de 2010

Jogo do esqueleto

Queres testar os teus conhecimentos sobre os ossos do corpo humano?
Clica na imagem abaixo e joga com atenção.
Se usares o botão do lado direito podes abrir o jogo noutro separador e fica mais fácil regressares ao blogue.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Sugestão para Domingo

Uma lapiseira que fala e anda

Um dia, um menino chamado Rodrigo fez anos e deram-lhe uma linda lapiseira azul, e como estava quase a começar as aulas o Rodrigo levou-a para a escola.

Passados alguns dias começaram as aulas e o Rodrigo, todo contente, pegou na sua lapiseira e foi para a sala de aula.

O Rodrigo sentou-se a olhar para a lapiseira e, a certo momento, ela começou a falar com ele e a professora vira-se e diz:

- Cala-te, Rodrigo.

- Mas professora… - disse o Rodrigo.

- Cala-te, Rodrigo – disse a professora.

O Rodrigo guardou a lapiseira no estojo e foi para o recreio.

O Rodrigo começou a brincar e passado um bocado viu a sua lapiseira a andar pelo chão e perguntou-lhe:

- Tu andas como nós, lapiseira?

- Sim, há algum problema?

- Não, não há problema nenhum, só que é estranho.

O Rodrigo continuou a brincar até que tocou para ir para as aulas.

Quando voltou para as aulas ia pegar na lapiseira e viu que a lapiseira ainda não tinha voltado do recreio.

Então foi à procura dela. Chegou ao recreio e disse assim:

- Lapiseira, tens de voltar para a sala de aula.

Mas a lapiseira não respondeu.

Então o Rodrigo ficou preocupado com ela.

Voltou para a sala de aula, mas muito preocupado e triste por não ter encontrado a sua lapiseira especial.

A lapiseira chegou à sala de aula e o Rodrigo perguntou-lhe:

- Onde andaste este tempo todo, já precisei muito de ti?

- Estive a dormir atrás de uma árvore!

- Estás doida? E se alguém te apanhava?

- Eu fiz um buraquinho e ninguém me viu. Estava segura.

O Rodrigo continuou a aula e muito mais descansado por ter encontrado a sua lapiseira.

Quando o Rodrigo chegou a casa disse à mãe:

- Mãe, a minha lapiseira fala e anda!

- Filho, não estás a ficar maluco?

- Não, não estou a ficar maluco. Fala e anda mesmo!

- Filho, vai fazer os deveres e pára com as palermices.

O Rodrigo foi para o seu quarto a pensar que estava mesmo a ficar maluco.

Sentou-se na secretária a fazer os deveres e, de repente, viu a lapiseira a andar à sua frente e assustou-se porque não contava vê-la ali.

O Rodrigo desceu as escadas e a lapiseira estava a descer as escadas atrás dele. Então a lapiseira tentou passar por baixo das pernas do Rodrigo, só que em vez de passar por baixo dele fez-lhe uma rasteira e o Rodrigo caiu das escadas a baixo.

A mãe ouviu um estrondo e foi logo ver o que tinha acontecido.

- Filho, estás bem?

- Mãe, estou a sangrar do nariz?

- Sim, estás. Filho, a tua lapiseira está a andar e a falar.

- Vês mãe, não estava maluco como tu disseste.

- Pois não, filho, não estavas mesmo a ficar maluco!

- Mãe, e o meu nariz?

- Pois é filho, vamos tratar disso antes que suje a roupa toda.

Lá foram os dois mais a lapiseira tratar do nariz do Rodrigo.

Quando o Rodrigo acabou de tratar do seu nariz a lapiseira pediu-lhe imensas desculpas.

Ele desculpou.

Foram jantar e a lapiseira também foi porque agora ela também fazia parte da família.

A lapiseira adorou a comida e no fim do jantar ela virou-se para a mãe do Rodrigo e disse:

- A comida estava óptima!

- Ainda bem que gostaste da comida, lapiseira, porque a partir de hoje vais começar a comer da minha comida todos os dias. A não ser que o Rodrigo te leve a dormir a casa de um amigo dele.

O Rodrigo pegou na lapiseira e foi para o seu quarto acabar os seus deveres.

O Rodrigo estava sentado na cama a ver televisão enquanto a lapiseira lhe fazia os deveres todos.

De repente a mãe dele entra no quarto e vê que ele não estava a fazer os deveres e chateou-se com o Rodrigo e disse:

- Rodrigo, estou muito chateada contigo porque é que mandaste a lapiseira fazer os deveres por ti?

O Rodrigo não respondeu à sua mãe e foi dormir.

No dia seguinte, ele contou aos amigos todos o segredo da sua lapiseira.

A lapiseira ficou um bocado chateada com o Rodrigo e então ela decidiu essa noite dormir no estojo dele, mas primeiro teve o trabalho de tirar todas as coisas que estavam lá dentro.

Durante a noite o lápis meteu-se lá dentro porque estava com muito frio.

A lapiseira, como é um bocadinho totó, pensava que era o Rodrigo que se estava a meter dentro do estojo.

Depois ela abriu os olhos e reparou que era o lápis e disse:

- Sai daqui imediatamente!

O pobre do lápis assustou-se e saiu logo.

Passado um bocado, o Rodrigo acordou e perguntou o que se passava.

E a lapiseira disse que não se passava absolutamente nada.

Depois, o Rodrigo foi dormir outra vez.

De manhã não havia aulas porque era fim-de-semana e o Rodrigo ficou a dormir até mais tarde.

Não viu a lapiseira ao seu lado e assustou-se, mas lembrou-se que ela tinha dormido no estojo e foi lá procurá-la. Mas ela não estava lá e o Rodrigo ficou mesmo assustado e preocupado com ela.

Foi à janela e reparou que a sua lapiseira e o seu lápis se estavam a transformar em humanos e foi logo para o jardim para ver porque estava a acontecer aquilo ao seu lápis e à sua lapiseira.

E então eles os dois contaram-lhe tudo.

E o Rodrigo entendeu e foi contar à sua mãe e ficou tudo resolvido.

Assim acabou tudo bem.

MARIANA e SOFIA OLIVEIRA

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Três poemas do Tomás Leal

Amor

O amor, o amor

É um sentimento

Que às vezes se

Esconde e outras

Que abre

Não sei se devo

Amar

Não sei se devo

Beijar abrir

Ou guardar

Será que eu

Tenho a chave

Brincar

Vamos começar

A brincar

E a gozar

Mas tenho

De abrandar

Para não

Me magoar

Para não faltar

Ao trabalho escolar

Pensar o que fazer

Pensar, para quê

para ficarmos indecisos

Para ficarmos envergonhados

Para quê parar

Agir, isso sim

É encontrar o poder

De o fazer.

Tomás Leal

sábado, 18 de setembro de 2010

Cientistas ao Palco - 24 de Setembro

Por sugestão da mãe da Inês, divulgamos o texto que se segue.

Assunto: Noite Europeia dos Investigadores - 24 de Setembro
Importância: Alta
Caros juniores,
Tens planos marcados para sexta-feira à noite, dia 24 de Setembro?
Aproveita para passares uma noite diferente, na companhia de cientistas. Conversa com os teus pais e vem com eles até à baixa do Porto para mais uma Noite Europeia dos Investigadores com o Projecto Cientistas ao Palco. Cerca de meia centena de cientistas da Universidade do Porto vão transformar a Praça Gomes Teixeira (“Praça dos Leões”) num palco de Ciência, onde as artes de representação serão o principal meio de comunicação. Música, teatro e actividades desportivas não faltarão! Paralelamente, os museus da Reitoria ficarão abertos até à meia-noite, com entrada livre.
Este ano o tema escolhido é a Biodiversidade assinalando desta forma o seu Ano Internacional.
Em anexo encontras o programa da iniciativa desde as 15 até às 24 horas do dia 24 de Setembro, bem como o programa detalhado, se quiseres saber maispormenores.
Aproveito a oportunidade para desejar a todos um excelente ano lectivo. Conto com a vossa presença,
Vítor Silva

Para saber mais, clica na imagem

Desenhos sobre LENDA ÁRABE

As aulas recomeçaram e os 25 autores receberam uma nova autora, chamada Ana Isabel.
Logo nos primeiros dias, estudámos uma bela lenda árabe sobre dois amigos, recontada por João Pedro Mésseder.
Ouvimos, dramatizámos, recontámos, lemos, comentámos por escrito e, por fim, ilustrámos.

Jorge Micael
Ana Isabel
Tomás Cardoso
Raquel
Dário

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Dois amigos

(Lenda árabe recontada por João Pedro Mésseder)

Dois amigos viajavam pelo deserto, caminhando em amena conversa, apesar do sol abrasador. Um deles, porém, sentindo-se contrariado pelo outro, encetou uma discussão. Erguia a voz, gesticulava e pouco faltou para insultar o companheiro. Em dado momento da contenda, não resistiu e esbofeteou-o

Admirado e ofendido, mas sem nada dizer, o amigo baixou-se e escreveu na areia: «Hoje, o meu melhor amigo bateu-me no rosto

Seguiram viagem, tristes e em silêncio. Absortos nos seus pensamentos, fixavam os olhos num ondulante horizonte de dunas e já caminhavam com dificuldade sob o ardor do sol. Até que avistaram um oásis verde, emergindo da areia escaldante do deserto Mais aliviados à sombra das tamareiras, resolveram banhar-se, comer e pernoitar no local.

Afastou-se um para recolher galhos com que pretendia acender um pequeno fogo. E o que tinha sido esbofeteado despiu-se, mergulhou na lagoa do oásis e principiou a refrescar-se. Contudo, passados minutos, perdeu o pé. E em breve se afogaria, não fosse a ajuda do amigo que, ao escutar os gritos, largou tudo e acorreu ao chamamento, mergulhando na lagoa e arrastando o companheiro para a margem.

Quando ao fim de algum tempo, este se sentiu recuperado, pegou num estilete, dirigiu-se a uma pedra e nela escreveu: «Hoje, o meu melhor amigo salvou-me a vida.»

Intrigado, o outro perguntou:

- Porque é que, depois de te bater, escreveste na areia, e agora, que te salvei, foste escrever na pedra?

A sorrir, o outro respondeu:

- Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever na areia, onde o vento do esquecimento e do perdão se encarregam de apagar as palavras. Quando porém, faz por nós alguma coisa de verdadeiramente nobre, ah... aí devemos gravar as palavras na pedra da memória e do coração, onde nenhum vento do mundo as poderá apagar.

E assim se acharam reconciliados. E comeram, beberam e conversaram alegremente. Depois puseram-se a contemplar a Lua e as estrelas até o cansaço os vencer. E mergulharam, por fim, num sono profundo e retemperador.

sábado, 11 de setembro de 2010

As minhas férias de Verão

As minhas férias começaram em meados de Junho. Fui 15 dias para a praia, com as educadoras do A.T.L., para Leça da Palmeira.

Os meus amigos do A.T.L. também foram. O que eu mais fiz lá foi jogar futebol. O professor de ginástica fazia muitos torneios. Foi muito divertido!

Depois, fui para a praia com a minha avó, as minhas tias e com o meu primo Filipe, uma semana, também para Leça.

Em Agosto, fui com os meus pais e a minha irmã, para Vilamoura, no Algarve. Passámos duas semanas lá.

Brinquei muito com os meus amigos habituais, pois já vou para lá há muito tempo. De manhã, íamos para a praia e, à tarde, para a piscina. Jogava futebol, às cartas e PSP com os meus amigos. Às vezes, à noite, íamos à marina comer um gelado. Um dia, à noite, fomos à Feira Medieval de Silves. Foi muito interessante. Vi como as pessoas viviam, há muitos anos, que jogos faziam e experimentei um.

Ainda tive tempo de ler dois livros do Geronimo Stilton, intitulados “ Ganhei mil milhões na lotaria” e “O regresso ao castelo do lorde avarento”. Depois, comecei a ler “A ameaça da bola-F”, do Nuno Magalhães Guedes.

Em 25/8/2010, fui com os meus pais e a minha irmã para Menorca, uma ilha espanhola que é banhada pelo mar Mediterrâneo e, por isso, a água é muito quentinha. A capital de Menorca é Maó. A principal indústria é a leiteira. Produzem gelados óptimos e o queijo mahón.

Fomos de avião. Vi as nuvens por baixo de nós. Foi uma sensação incrível!

Ficámos num hotel, durante uma semana. Fiz alguns amigos portugueses que também estavam lá de férias.

Um dia, à noite, no hotel, andei de trampolim, suspenso por cintos. Adorei!

De manhã, íamos para a praia e à tarde para a piscina.

Também fomos conhecer a ilha, num carro alugado. Tem praias fantásticas! A água é muito transparente e azul-turquesa.

A minha mãe comprou-me uma camisola de recordação.

Gostei muito destas férias e a minha família também! Foi muito divertido!

Pedro

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A Mancha

A mancha leva-me
Ao mundo das cores
Onde está o azul e o rosa
Mas também flores.

Eu daria à mãe, ao pai,
E também ao meu irmão,
A cor castanha
Que é a cor do meu cão.

No mundo das cores
O armário é azul,
O sol é encarnado
E a amarelo é o paul.

Cristiano

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Diálogo de férias


Desenho do Francisco, feito no «Paint»
Texto da Raquel

O que fazes nas férias?
Como estudas?
Que cuidados aconselharias a ter?
Gostarias de reencontrar os teus amigos?
Para que sítio gostas de ir?
Nas férias grandes podes divertir-te, pôr o descanso em dia, mas nunca te esqueças de enviar artigos interessantes para continuarmos a ter sucesso no nosso blog.
No computador podes visitar sites como:
25autores.blogspot.com
www.brincar.pt
e outros
Raquel

O que comeste ao almoço?

É a hora do almoço
O que comes tu?
Eu estou a comer
Um bom peru

É a hora do almoço
O que come o teu amigo?
Ora o meu amigo
Comeu um figo

Eu adoro comer boas frutas
Mas o que é que eu comi ao almoço?
Não comi nada porque estava
Um grande,grande alvoroço.

Raquel

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Poema de Matilde Rosa Araújo

Matilde Rosa Araújo entre leitores
Ilustração de Maria Keil para o poema «O Chapéuzinho»

O Chapéuzinho

A menina comprou um chapéu
E pô-lo devagarinho:
Nele nasceram papoilas,
Dois pássaros fizeram ninho.

Chapéu de palha de trigo
Que a foice um dia cortou:
Na cabeça da menina,
O trigo ressuscitou.

Depois tirou o chapéu,
Tirou-o devagarinho:
Não vão murchar as papoilas,
Não se vá espantar o ninho.

E, chapéuzinho na mão,
De cabeça levantada,
A menina olhou o Sol,
Como a dizer-lhe: obrigada!

Matilde Rosa Araújo “O Cantar da Tila”

domingo, 4 de julho de 2010

Poema “ O mar “

O mar é azul
É um fio de beleza
Está espalhado por todo lado
Até pela Natureza

Não foi criado pelo Homem
Mas foi uma grande animação
Estar presente no nosso mundo
O que causou grande admiração

Maria Camila