quinta-feira, 17 de março de 2011

Os copianços nos tempos antigos

Fotografia de Doisneau

1.

Este menino está sentado de joelhos na cadeira, por isso está mal sentado.

O menino que está à frente a fazer a ficha também está mal sentado, só que não está a copiar.

As mesas eram inclinadas para baixo e tinham uma beirinha para meter os lápis e as canetas.

O professor de certeza que tinha saído da sala.

As roupas eram antigas e os penteados eram muito bem arranjados e ajeitados.

Eles estão na escola a fazer um teste ou, se calhar, estão mesmo a fazer um trabalho normal.

TOMÁS CARDOSO

2.

Um dia enquanto alguns meninos de uma escola francesa tentavam fazer um trabalho, alguns, por outro lado, tentavam copiar.

Um dos que estavam a copiar até se pôs de joelhos para ver melhor como o outro tinha feito o trabalho. Ele estava apoiado com os cotovelos na mesa e com a cabeça para a frente para ver melhor.

De certeza que o rapaz deve ter copiado e se calhar ficou prejudicado porque o outro rapaz podia ter o trabalho muito mal feito.

ANDRÉ

3.

Um dia os meninos iam fazer um trabalho individual.

Alguns estavam atentos. A maior parte dessa turma, sabia o que a professora estava a ensinar, e os outros não. Os outros alunos que não sabiam não estavam atentos.

Como estavam a fazer em trabalho individual, alguns pensavam e os que não pensavam copiavam e quando não conseguiam copiar sentavam-se mal e ficavam de joelhos.

MAFALDA

4.

Era uma vez uma sala de aula. Situava-se em França e era do ano 1950.

O professor resolveu ler um livro com 832 páginas e os alunos tinham de fazer uma ficha.

Passado um bocado, o professor adormeceu na página três do livro, mas como o professor já tinha dado a ficha, os alunos começaram a fazê-la.

Um aluno, como era muito preguiçoso, aproveitou também para dormir.

Quando o professor estava quase a acordar, o menino acordou pôs-se de joelhos e tentou copiar pelo colega da frente e conseguiu.

PEDRO

O Discreto Copianço

Fotografia de Doisneau


Nos anos quarenta, numa escola do primeiro ciclo do Ensino Básico em Paris, dois amigos, que eram parceiros, faziam um trabalho. Um deles estava a pensar no que ia desenhar ou escrever, olhando para cima, à frente da lousa. O outro, muito discretamente, fingiu que estava a olhar para o seu desenho ou texto, mas na verdade estava a olhar para o trabalho do seu amigo.

Se estivesse lá e fosse professor quase não notava o copianço.

A professora soube porque um fotógrafo profissional, naquele momento, com a sua máquina, disparou e tirou uma fotografia, a preto e branco, e conseguiu mostrar na foto a expressão do copiador a copiar.

Cristiano

terça-feira, 15 de março de 2011

Os três astronautas

Esta semana estamos a trabalhar com este conto.

Era uma vez a Terra.

E era uma vez Marte.

Ficavam muito longe um do outro, no meio do céu, e à volta havia milhões de planetas e de galáxias.

Os homens que estavam na Terra queriam ir a Marte e aos outros planetas: mas estavam tão longe!

Porém não descansaram. Primeiro lançaram satélites que andavam à roda da terra por dois dias e depois vinham de novo.

Depois lançaram foguetões que davam algumas voltas à Terra mas, em vez de regressarem, acabavam por escapar à atracção terrestre e seguiam para o espaço.

Primeiro, puseram cães nos foguetões: mas os cães não sabiam falar, e pela rádio só transmitiam “béu béu”. E os homens não percebiam o que eles tinham visto e até onde chegavam.

Por fim arranjaram homens corajosos que quiseram ser cosmonautas. Os cosmonautas tinham este nome porque iam explorar o cosmos, que é o espaço infinito com os planetas, as galáxias e tudo o que têm à sua volta.

Os cosmonautas partiam e não sabiam se voltariam ou não. Queriam conquistar as estrelas para que um dia todos pudessem viajar de um planeta para outro, porque a Terra se tornara demasiado apertada e os homens aumentavam de dia para dia.

Numa bela manhã, partiram da Terra três foguetões de três pontos diferentes.

No primeiro ia um americano, que, todo alegre, assobiava uma ária de jazz.

No segundo ia um russo que cantava com voz profunda Volga, Volga.

No terceiro ia um chinês, que cantava uma belíssima canção, que os outros dois achavam desafinada.

Cada um queria ser o primeiro a chegar a Marte, para mostrar que era o mais valente.

Na verdade, o americano não gostava do russo e o russo não gostava do americano, e o chinês desconfiava dos dois.

E isto, porque o americano, para dizer bom dia, dizia: how do you do, o russo dizia 3дpacтвyйтe e o chinês dizia bom dia em chinês. Não se percebiam e julgavam-se diferentes.

Como os três eram todos valentes, chegaram a Marte quase no mesmo instante. Desceram das suas astronaves, de capacete e fato espacial… E descobriram uma paisagem maravilhosa e inquietante: o terreno era sulcado por longos canais cheios de uma água de cor verde-esmeralda. Havia estranhas árvores azuis com aves nunca vistas, de penas de cores estranhíssimas. Lá no horizonte viam-se montanhas vermelhas que emitiam estranhos brilhos.

Os cosmonautas olhavam a paisagem, olhavam uns para os outros, e mantinham-se afastados, cada um desconfiado dos outros. Depois veio a noite.

Havia à roda um estranho silêncio, e a Terra brilhava no céu como se fosse uma longínqua estrela.

Os cosmonautas sentiam-se tristes e perdidos e o americano, na escuridão, chamou pela mãe. Disse Mommy…

E o russo disse: Mama.

E o chinês disse: Ma-ma.

Mas compreenderam logo que estavam a dizer a mesma coisa e tinham os mesmos sentimentos. E sorriram, aproximaram-se, acenderam juntos uma bela fogueira, e cada um cantou canções do seu país.

Então encheram-se de coragem e, à espera da manhã, aprenderam a conhecer-se.

Por fim, veio a manhã e fazia muito frio. E, de repente, de um tufo de árvores saiu um marciano. Tinha um aspecto horrível! Era todo verde, tinha duas antenas no sítio das orelhas, uma tromba, e seis braços. Olhou para eles e disse: Grrr!

Na sua língua queria dizer: “Mãezinha, o que são estes seres horríveis?”

Mas os terrestres não o compreenderam e julgaram que era um rugido de guerra. Era tão diferente deles que não foram capazes de o compreender e de o amar. Os três sentiram-se logo iguais e uniram-se contra ele.

Perante aquele monstro, as suas pequenas diferenças desapareciam. Que importava se falavam uma linguagem diferente? Compreenderam que eram os três seres humanos. O outro não. Era demasiado feio, e os terrestres pensavam que quem é feio também é mau. Por isso resolveram matá-lo com os seus desintegradores atómicos.

Mas, de repente, na grande geada da manhã, um passarinho marciano, que, evidentemente, fugira do ninho, caiu no chão, tremendo de frio e de medo. Piava desesperadamente, mais ou menos como um passarinho terrestre. Fazia mesmo pena. O americano, o russo e o chinês olharam-no e não conseguiram reter uma lágrima de compaixão.

E então aconteceu uma coisa estranha. Também o marciano se aproximou do passarinho, olhou para ele, e deixou escapar da tromba dois fios de fumo.

E os terrestres, de repente, compreenderam que o marciano estava a chorar à sua maneira, como fazem os marcianos.

Depois viram-no baixar-se para o passarinho e segurá-lo nos seus seis braços, tentando aquecê-lo.

O chinês voltou-se então para os dois amigos terrestres.

— Compreenderam? — disse. — Nós julgávamos que este monstro era diferente de nós, e afinal ele também ama os animais, pode

comover-se, tem um coração e certamente um cérebro! Ainda acham que devemos matá-lo?

Nem era pergunta que se fizesse.

Os terrestres agora tinham compreendido a lição: não basta que duas criaturas sejam diferentes para que tenham de ser inimigas.

Por isso aproximaram-se do marciano e estenderam-lhe as mãos. E ele, que tinha seis, apertou de uma vez só a mão aos três, enquanto com as mãos livres fazia gestos de saudação.

E, apontando para a Terra, lá em cima no céu, deu a entender que desejava fazer uma viagem para conhecer os outros habitantes e estudar com eles a maneira de fundar uma grande república espacial, em que todos vivessem com amor e concórdia.

Os terrestres disseram que sim, todos contentes. E para festejar o acontecimento, ofereceram-lhe uma garrafinha de água fresquíssima trazida da terra. O marciano, muito feliz, meteu o nariz na garrafa, aspirou e disse que gostara muito daquela bebida, se bem que lhe fizesse andar a cabeça à roda. Mas agora os terrestres já não se espantavam. Tinham concluído que na Terra, tal como nos outros planetas, cada um tem os seus gostos, e é só questão de se compreenderem uns aos outros.

Umberto Eco; Eugenio Cami
Os três astronautas
Lisboa, Quetzal Editores, 1989

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

PÓ DE ESTRELAS

Esta semana, começámos a ler os poemas deste livro.
Vamos comentar...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Jogo de cálculo mental

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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O PRINCIPEZINHO

Temos andado a ler «O Principezinho»

Agora vamos comentar.

Em baixo também há novos textos de alguns dos 25 autores, para ler e comentar.

O novo amigo do rei

O rei sentou-se no trono e começou a olhar.

Passado meia hora viu uma coisa lá ao fundo em forma de macaco e pensou «O quê? Eu devo estar a ver coisas. Os macacos não existem nesta terra. Bem, só se tiverem lido a Carta de Foral».

Depois começou a ver melhor o macaco. Aquele macaco era pequenino, tinha mais ou menos um metro. Era meio terrestre e meio marítimo, mas era de certeza um mamífero. Tinha umas orelhas bicudas em cima, era todo laranja, tinha uma cauda comprida e na ponta tinha uma coisa parecida com um morango, mas sem a ervinha.

Até que entrou no palácio do rei, foi para o quarto dele e abriu a porta e disse:

- Olá, então, como é que estão?

- Uau, tu…tu…tu falas? – perguntou, intrigado, o empregado do rei.

- É claro, eu chamo-me Chinchar.- afirmou o Cinchar.

- Que fixe! Olha, vamos dar um passeio ao meu jardim. É muito grande, sabias? – perguntou o rei.

- Sei. – respondeu o Chinchar.

- O quê, como!? – perguntou o rei, muito surpreendido.

- Sim, sim eu moro muito lá ao fundo debaixo do mar, e às vazes venho nadar para aqui perto porque aqui a água está mais fresca. Sabes, eu gosto mais da água fresca porque lá onde eu moro é debaixo de água. – disse o Chinchar.

Foram para o jardim e deram uma volta. Sentaram-se num banco e o rei perguntou:

- Tens um melhor amigo Chinchar?

- Vou ter, mas ainda tenho que ficar à espera de outra estrela.

Miguel

A salvação da diminuição

Quando o rei estava a olhar o mar viu imensas criaturas muito pequenas com um milímetro cada. Essas criaturas dirigiram-se para o castelo e um deles disse:

- Nós somos duendes do mar e viemos pedir a vossa majestade que nos ajude.

- Que vos ajude em quê? – interrompeu o rei.

- Queremos que nos ajude a deter o Dr. Maré que encolheu toda a gente do mar e nós que já éramos pequenos quase não nos vêem – disse o mesmo duende.

Então os duendes do mar deram-lhe uma poção que o fazia respirar debaixo de água. Lá foram eles deter o Dr. Maré.

Quando chegam ao seu esconderijo ele não estava lá. Esperaram, esperaram e esperaram, até que ele chegou e assustou-se tanto que deixou cair o saco das compras e disse:

- Agora vou ter de voltar à loja e comprar mais.

Enquanto o Dr. Maré apanhava a comida, o rei e os duendes do mar tentaram inverter o raio que encolhia a gente do mar. Primeiro tiveram de procurar a máquina, mas não conseguiram inverter o raio.

- Isto vai ser mais difícil do que nós pensávamos – lamentou-se o rei.

- Tens razão - disseram os duendes do mar.

- Tive uma ideia – disse o rei.

O rei espetou os bicos da sua coroa na máquina encolhedora, ela explodiu e toda a gente voltou ao normal.

Duarte

Uma surpresa enorme

O rei sentou-se no trono a olhar o mar.

De repente, a água começou a fazer bolhas e de lá de dentro saiu uma luz muito forte com um peixe dentro. O rei perguntou-lhe como se chamava e o peixe respondeu-lhe só com a palavra “Douradinho “.

O rei sentiu uma coisa no coração e perguntou como é que ele era um peixe falante e o peixe só lhe disse que não tinha companhia. Depois disse-lhe que a Maresia o tinha deixado ir viver uma aventura e, como ele era mágico, deu-lhe uma bolha para respirar debaixo de água.

No fundo do mar encontraram um caranguejo que lhes disse que não tinha amigos. Então o rei disse-lhe que sentia falta dos seus inimigos e o peixe disse que não brincava com ninguém. Por isso deixaram-no ir com eles.

No alto mar viram uma tartaruga a chorar e perguntaram-lhe porque estava a chorar e ela disse que ninguém no mar gostava dela e por isso deixaram-na ir também com eles.

Dentro de uma alga estava uma sereia que disse que estava só naquele lugar verde e macio e, pela mesma razão dos outros, deixaram-na ir com eles.

No fim do dia levaram o rei ao castelo e falaram sobre o que tinham feito. Mas tinham de ir embora…

Passado muitos anos, de manhã, o rei foi ver o mar e viu a sair de lá o seu peixe e todos os outros. Foi assim a surpresa do rei. E nunca mais se separaram.

Sofia Garcez

Entrevista a D. Afonso Henriques

Estava eu sentado num banco de jardim, quando vi o rei D. Afonso Henriques a jogar à bola com o pai, o Conde D. Henrique. A certa altura, o Conde D. Henrique foi à casa de banho, que ainda ficava um bocadinho longe, e eu aproveitei para fazer umas perguntas ao rei D. Afonso Henriques.

- Olá, tudo bem? – perguntei eu.

- Olá, sim, está tudo bem. – respondeu ele.

- Olha, que estás tu aqui a fazer? – perguntei.

- Eu, como não tinha nada que fazer, vim dar uma volta. – respondeu.

- Que planos tens para 2011? – perguntei.

- “Fogo”, não me venhas já com os planos para 2011! – respondeu.

- Mas tu não és o 1º rei de Portugal? – perguntei eu.

- Sou. – respondeu ele.

- Então, por que é que não sabes os planos para 2011? – perguntei

- Sabes, na verdade eu sou um “cabeça no ar”. – respondeu o rei.

- Ah, OK! Tchau. – disse eu.

Entretanto, também chegou o Conde D. Henrique e continuaram a jogar à bola, enquanto eu me vim embora.

André

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Se tu visses o que eu vi...

Inspirados em poemas de António Mota e de Luísa Ducla Soares, escrevemos estas quadras, que apresentámos na festa de Natal da escola.

Se tu visses o que eu vi

numa ilha dos Açores:

um vulcão a deitar tinta,

tinta de todas as cores.



Se tu visses o que eu vi

na cidade de Lisboa:

estava o Marquês de Pombal

a comer uma meloa.

Se tu visses o que eu vi

perto de Famalicão:

um rato a dançar o vira

e um burro o malhão.

Se tu visses o que eu vi

na cidade de Bragança

comias e bebias

ficavas com grande pança.

Se tu visses o que eu vi

na cidade de Guimarães:

o rei D. Afonso Henriques

com um cesto a vender pães.

Se tu visses o que eu vi

em Viana do Castelo:

uma escola muito linda

toda feita em caramelo.

Se tu visses o que eu vi

na praia de Matosinhos:

um casal a dançar salsa

para irritar os vizinhos.

Se tu visses o que eu vi

lá no porto de Leixões:

os navios ancorados

a falar com os tubarões.




Se tu visses o que eu vi

em Vila Nova de Gaia:

nove tesouras sem bico

a tomar banho na praia.

Se tu visses o que eu vi

cá na cidade do Porto:

um homem muito direito

e o outro todo torto.





Se tu visses o que eu vi

num centro comercial:

as pessoas até compram

as renas do Pai Natal.



Se tu visses o que eu vi

no Palácio de Cristal:

o antigo jardim zoológico

sem um único animal.

Se tu visses o que eu vi

lá na ponte do Infante:

uma fila muito grande

por causa de um elefante.


Se tu visses o que eu vi

na Praça da Liberdade:

duas pombas a voar

porque tinham saudade.



Se tu visses o que eu vi

no museu Soares dos Reis:

quem lá vai por uma vez

quer lá voltar outras seis.

Se tu visses o que eu vi

no estádio do Dragão:

choveu tanto no relvado

que fizeram natação.

Se tu visses o que eu vi

no hospital de S. João:

Os médicos e enfermeiras

A lançarem um balão.

Se tu visses o que eu vi

na rua João de Deus:

um autocarro com pernas

e pessoas com pneus.


Se tu visses o que eu vi

Na rua dos Vanzeleres:

A casa da minha avó

Era feita de colheres.

Se tu visses o que eu vi

na rua de Pedro Hispano:

uma inundação de sumo

sempre a sair por um cano.

Se tu visses o que eu vi

na Rotunda da Boavista:

um leão e uma águia

a comer uma tosta-mista.


Se tu visses o que eu vi

na nossa biblioteca:

doze livros a contar

a vida duma faneca.

Se tu visses o que eu vi

uma tarde na cantina:

um rapaz dentro da sopa

a dizer que era a piscina.

Se tu visses o que eu vi

na freguesia de Ramalde

um gigante muito grande

a tomar banho num balde.

Se tu visses o que eu vi

na escola João de Deus:

dissemos as quadras todas

e vamos dizer adeus.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Aprender a Ajudar

Era uma vez uma família muito feliz porque toda a gente ajudava a família recompor-se.

Por exemplo, umas pessoas da família zangaram-se e as outras pessoas da família conseguiram juntá-las outra vez.

Até que houve um problema muito mais grave. Adivinhem o que foi.

Os pais de dois meninos chamados Pedro e Miguel divorciaram-se e eles não conseguiam fazer mesmo nada para que os pais se voltassem a juntar, para ficarem mais felizes.

Tanto fizeram para os pais se juntarem de novo, até que acabaram por desistir porque acharam que já não havia nada a fazer para os juntar.

Passaram dois anos e os pais continuavam separados.

Até que tiveram uma ideia. Sabem qual era? Adivinhem.

A ideia era mandarem bilhetes até se fartarem. O plano deles estava a resultar na perfeição e foi por isso que os pais tiveram uma conversa séria para decidirem o que fazer na vida.

Os pais decidiram juntar-se de novo.

Então eles combinaram que quando eles chegassem lhes iam fazer uma festa para comemorar, o que acabou de acontecer com os seus amigos e a família quase toda. Estavam o seus avós, o Diogo e a Mariana, os seus padrinhos Tomás e Sofia, e claro os seus amigos.

Um dos amigos ficou lá a dormir e o pai também.

Viram o que os dois irmãos fizeram, se vos acontecer alguma coisa parecida ou igual não se esqueçam.

LUTEM COM GARRA PARA OS GANHAR DE NOVO

Diogo

Foi um mundo mudado

Vocês devem saber que já, há uns bons milhares de anos, Jesus Cristo fez um grande sacrifício por nós. Pois bem, aqui há uns dias, ouvi no Jornal Nacional um grande sacrifício de um amigo, não um amigo, mas sim um grande amigo, ou ainda, um maravilhoso amigo de todo o mundo, que fez um sacrifício.

Então foi assim:

Uma escola na Alemanha com absolutamente nenhuma segurança foi assaltada. Entraram lá os ladrões durante o tempo do recreio e começaram a ameaçar as pessoas e a fazer isso que os ladrões fazem, até que se enervaram a sério e ameaçaram à facada um grupo de rapazes e raparigas. Então um jovem rapaz bonito, simpático e altruísta fez um discurso que deixou paz na terra para sempre e foi assim:

Quando vocês menos esperassem gostavam que vos ameaçassem, maltratassem e assaltassem? Não pois não? E vocês, sendo ladrões, não ganham nada com isso. Se vocês deixassem de maltratar as pessoas e fossem trabalhar a vossa vida seria muito melhor, ganhariam dinheiro de uma maneira mais honesta e não iriam para a prisão. E ainda seriam mais úteis. Se todos vocês querem isso e querem ser vistos com melhor aspecto era assim que devia ser. A vida de todos era melhor e ganhavam muito mais com isso.”

Eu sei que ele pode não ter morrido por eles, mas correu o risco de morrer e, além disso, ensinou a muita gente uma lição para toda a vida e o mundo passou a ser melhor para todos. Um discurso que salvou a vida de pessoas no presente outras que poderiam ter sido salvas no passado e outras no futuro. Melhorou o mundo graças a esse génio de rapaz, na Alemanha, mas para todo o mundo. Não foi um sacrifício mas foi muito mais e muito melhor.

E no futuro, este menino passou a ser um deus maravilhoso, chamado Belcominar.

Maria Camila

Uma nova amiga

Era uma vez uma menina chamada Maria, que não tinha muitas possibilidades e numa noite de Natal, quando estava a ir para casa dos tios, viu outra menina, ainda mais pobre do que ela, que andava a pedir comida.

Enquanto Maria estava em casa dos seus tios não parava de pensar na menina pobre e como ela devia estar a sentir fome e frio.

Maria recebeu muitas prendas. Bonecas, livros e do que gostou mais foi de uma manta bordada com flores, corações e estrelas. Também recebeu bolachas e chocolates, mas o que gostou mais de comer foram as rabanadas que o tio a deixou levar para casa.

Quando ia a sair de casa dos tios, voltou a ver a sem abrigo que continuava a pedir comida e a tremer de frio.

A Maria, como estava com muita pena da sem abrigo, pegou na sua prenda preferida, a manta, e deu-lha. A menina ficou tão contente que deu um grande abraço à Maria e disse:

- És a minha melhor amiga. Eu chamo-me Carolina e tenho seis anos.

A Carolina ficou tão contente com o presente, que deu à Maria a única coisa que tinha, umas luvas que tinha recebido nessa noite de Natal.

- Desculpa não ter mais nada, foi a única coisa que recebi.

A partir daí a Carolina passou a ser quase irmã da Maria e foram as melhores amigas que alguma vez se imaginou.

Luísa

sábado, 11 de dezembro de 2010

Aprendendo recordando

Maria estava muito mal. Estava no hospital preparada para ser internada. Durante um mês não iria ver os seus amigos e no próximo domingo iria completar catorze anos de vida.

Nos últimos dias nada estava bem. Tinha ido parar ao hospital numa corrida de cavalos. Estava quase a cortar a meta quando tombou no relvado e abriu os olhos vendo uma sala para fazer radiografias.

A sua irmã de dez anos levou-lhe umas flores, atenciosamente, e a mãe deu-lhe um diário para ela ocupar o tempo.

Mas, Maria disse:

- Mas porquê um diário? Aqui não há nada a fazer! É só médicos e enfermeiras à minha volta!

- Bom podias escrever alguns textos de experiências da tua vida.

Quando viu a sala vazia, começou a imaginar que, se ela não existisse, tudo seria melhor no mundo. Já não iria cair, a sua irmã nunca teria partido a unha, o seu pai não teria partido o computador…

E então com estas ideias começou a formar frases e a ter boas razões para explicar tudo muito bem explicado, de maneira a que todos percebessem. Então pediu a uma enfermeira um lápis, um copo de água e uma borracha para trabalhar em boas condições.

Depois de beber a água começou a escrever:

“ Na primeira manhã de Dezembro começou a corrida de cavalos às oito em ponto. Eu e a minha irmã pusemo-nos nas nossas posições e, quando tocou o apito, eu e a minha irmã cavalgámos cerca de 8km e 37m e parámos na paragem obrigatória. Bebemos água, demos de comer aos cavalos e descansámos durante cinco minutos. Depois montámos os nossos cavalos e percorremos mais 48m. Estávamos a 50m da meta quando a minha irmã escorregou, mas eu agarrei-a e ela tornou a subir ao cavalo. Mas eu caí e magoei-me. A minha irmã ganhou a corrida”.

Maria parou para pensar e reparou que houve um acontecimento que a fez perceber que sem ela haveria más consequências.

Ou seja se ela não existisse, a sua irmã, com dez anos, provavelmente morreria nessa queda, pois ela agarrou-a e se não a tivesse agarrado, PUM!

Concluindo, Maria viu o lado positivo. Sabia que fazia falta neste mundo. Sem ela havia más consequências. Ainda hoje recordaríamos os maus momentos.

Por isso lembrem-se que todos nós somos importantes. Somos importantes para os outros, e os outros são importantes para nós.

Raquel

Diogo e Mariana

Diogo veio da escola triste porque tudo lhe correu mal: primeiro perdeu um brinquedo, depois foi expulso do clube de futebol e outras coisas…

Era isto quase todos os dias e Diogo não era feliz e o seu espírito não gostava dele porque ele era egoísta: não ajudava os outros, não dava pão aos pobres…

Um dia a sua melhor amiga chamada Mariana ensinou-o a ser altruísta e a partilhar.

Mas o Diogo pensou “Eu acho que ela devia ter mais coisas”.

E foi falar com a Mariana.

Ela respondeu que já tinha tudo o que queria: felicidade, ternura, amor, carinho e um amigo.

Quando ele começou a ser altruísta, tudo lhe melhorou mas ele pensou: “Ela devia ter mais coisas porque sem ela nada disto aconteceria”.

Então, o Diogo pegou num molho de brinquedos, levou-os à Mariana e ela disse que só precisava dele, do seu melhor amigo.

Jorge Micael

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O altruísmo é bom

Era uma vez um menino, chamado João, que não tinha amigos e estava muito triste porque ninguém gostava dele.

Um dia caiu e toda a gente se começou a rir.

Certo dia chegou à escola um menino egoísta que achava que era o melhor em tudo.

Então como toda a gente gostava dele, andavam todos atrás dele.

O menino triste estava sempre sozinho.

Então chegou um menino altruísta. Altruísta quer dizer que ajuda os outros e é bom.

Então esse menino ajudou o menino que se chamava João e perguntou:

- Porque é que estás sempre sozinho?

E o João respondeu:

- Ninguém gosta de mim, ninguém é meu amigo.

Então o menino altruísta, que se chamava Guilherme, perguntou:

- Queres ser meu amigo?

O João aceitou.

Quando o João precisava de ajuda, o Guilherme ajudava-o, e quando o Guilherme precisava de ajuda o João ajudava-o.

Ficaram amigos.

Os outros gozavam com os dois mas eles não lhes ligavam.

Um dia os outros arrependeram-se e pediram todos desculpa aos dois, ao João e ao Guilherme.

E o menino egoísta também se arrependeu e prometeu não ser mais egoísta.

Então sempre que alguém precisava de ajuda ia lá alguém ajudar.

Todos aprenderam que ser egoísta é mau, e que têm de aceitar os outros como eles são.

Pedro

Natal é tempo de amizade

Era uma vez dois amigos que estavam a jogar futebol e zangaram-se.

No dia seguinte, acordaram sem se lembrarem da zanga que tiveram no dia anterior. Como eles iam sempre ao campo de futebol encontraram-se, sentaram-se e o que começou a zanga, disse:

-Desculpa o …

Interrompeu o outro para dizer:

-Desculpa-me tu. Eu é que comecei a bater e a gozar contigo.

Eles começaram a sorrir e abraçaram-se.

Como era o dia de Natal, combinaram fazer uma festa no prédio deles e convidaram toda a gente que conheciam. Prepararam a comida, os enfeites e foram comprar os presentes.

Quando começou a festa estavam todos a comer, a dançar e a conversar. O sino tocou e todos se aperceberam que era a parte de abrir as prendas que todos trouxeram.

Quando abriram as prendas, ficaram com um grande sorriso na cara, principalmente os dois amigos.

Um recebeu do outro uma guitarra. E o outro recebeu do outro uma bateria.

Todos os que tinham um instrumento tocavam e os que não tinham cantavam.

Passado uns anos, quando tinham dezoito ou dezanove anos começaram a ser a maior banda do mundo. Fizeram trinta e cinco concertos ao vivo.

Passado setenta anos, um dos que cantavam morreu, e todos foram ao cemitério onde ele estava para levarem flores e para lhe agradecer, de ser um grande amigo, sempre sorridente.

Nessa altura estavam reformados. Por isso já não podiam fazer concertos, mas sim jogar às cartas com os amigos.

Quando chegou o Natal seguinte já nenhum dos amigos estava vivo, quer dizer estavam vivos mas era no coração.

Tomás Cardoso

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010